segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Deixem a janela do sorriso aberta... e feliz ano NOVO!!

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Olga Cardoso

Tenho como uma das memórias mais fortes das manhãs da minha pré adolescência (sim, que eu sou muito jovem e tal...) ir de carro com a minha mãe até ao Colégio e, invariavelmente, ouvir o "Despertar", na Rádio Renascença, apresentado, em Lisboa pelo António Sala (aquele senhor que "valava azi, cobo ze tiveze uba bola a aberdar-lhe o dadiz" e que entretanto gravou o "aleluia" na mais vergonhosa das versões...) e no Porto pela Olga Cardoso.
Ora, sendo o Xor António Sala (Tonito, prós de casa) uma figura mais conhecida da televisão (aquele inesquecível retorcido bigode fez-me sempre indagar - que é um verbo bonito - como seria o senhor à frente de uma bela Carbonara cheia de molhunga a respingar), a Xora Dona Olga Cardoso só habitou os meus pesadelos ao apresentar aquele muito ridículo programa em que o público gritava, histericamente, "a chave!!!! o dinheiro!!!!".
Vendo-a, algo em mim se transformou. Afinal ela não era uma jovem fresca e airosa como sempre a imaginei, mas antes uma tia frustrada da Foz, irritante e sem chá e com a mania que era chique e famosa. Nessa altura, o mito caíu (ao contrário da cara dela que foi sendo levantada pelas sucessivas plásticas - nada que se pareça com a Manuela Moura Guedes, ainda assim, que destronou a Lili Caneças com uma pinta dos diabos nessa matéria) e deu lugar a uma profunda frustração e a uma sensação curiosa de ter sido enganada aqueles anos todos.
Não há dúvida que a voz engana muito. Cria-se uma tal imagem da pessoa que depois é complicado aceitar a realidade triste e dura dos factos. O mesmo me aconteceu com o Pedro Tojal que afinal é um tiozinho armado em "hipé-bem-sei-lá-tá-a-ver" que veste calças ridiculamente vermelhas e que é um pedante de merda e com o João Chaves que sempre achei ser um galã incontornável e que afinal, além de muito feio, não tem charme rigorosamente nenhum (João, se me estás a ouvir, não é nada pessoal... continuo a adorar o teu pacífico oceano mas a tua imagem não corresponde à envolvência da tua voz... já como motard diz que és um talento nato... não se perdeu tudo, não fiques trsite, nem todos podem ser o Sean Connery).

E eis que no Domingo, calorzinho da lareira a dar-me na cara, mantinha polar por cima das pernocas, qual velhinha no lar da Misericórdia de S. Judas Tadeu, dou por mim a ver a RTP1, nesse belo momento televisivo transmitido em directo da Ribeira, no Porto, com um frio de rachar que até a Dona Sónia Araújo se resignou a vestir o casaquinho e eis que ela aparece, como que renascida da tumba. Como que, não!! Renascida, mesmo, que a senhora está morta mas ninguém tem coragem para lhe dizer isso. Olga Cardoso, com um modelito de cabedal a armar ao Matrix (mas em mau), cabelinho com 4 ou 5 latas de laca da boa que ali nem um pelinho se mexia (tal era a melancolia das pegadas do caminho... ah, Gedeão, que saudades...), a dar conselhos anti-tabagistas e a mencionar o mau exemplo dos filhos (dos mais novos que o mais velho é um querido não fuma...).

Ó Olga, francamente... Pá, francamente...
Como diria o Bruno Nogueira, já morrias, não??

Digo eu, com os nervos...

sábado, 8 de dezembro de 2007

É bonito, sim senhora!!!