Nestes dias em que o Inverno começa (finalmente) a dar um arzinho da sua graça, o vento passeia-se pela cidade, desvairado, como se isto fosse tudo dele.
Eu cá por mim, desde que não haja chuva, não tenho problemas com ele mas, a verdade é que incomoda um bocado, principalmente, quando se tem caracois largos e farfalhudos como eu tenho.
À parte desta (pertinente e de elevada qualidade) observação meteorológica há, também, que ter em consideração que os espectáculos (felizmente) vão sendo cada vez mais frequentes e com maior qualidade, pese embora esta coisa de sair à rua numa noite de temporal para ouvir fulano ou sicrano a cantar, já foi mais a minha onda do que agora.
E que tem uma coisa a ver com a outra, perguntará, aborrecido, o estimado leitor. Pois que tudo (e, já agora, se o leitor está aborrecido, pegue desde já um beijinho para a sossega), respondo eu.
É que há pouco, ia eu estrada fora, os pneus praticamente chiando (private joke para o Disse), almoçar com uma Amiga minha. E ia por ali fora, distraidamente, contente da minha vida, a conversar com os botões da minha camisa, quando vejo a Ana Moura a voar. Ela vinha mesmo na minha direcção, com umas letrinhas a vermelho a dizer que ia cá estar no dia não-sei-quantos de Novembro. E ela era tão grande e tão esvoaçante que parecia mesmo que só estava ali a tentar fixar-se no meu vidro da frente, à bruta.
Tentei desviar-me mas a Ana, mais rápida que uma flecha, não me deu tempo. Fixou-se na grelha dianteira do meu carro e eu aos gritos com ela para ela (se) me sair da frente e se deixar de ideias, e ela nada, teimosa, como que a querer dizer-me que fazia muita questão de ali estar. E eu, ó pá, Ana, deixa-te de merdas, e larga-me a grelha e ela ali, muda, como um poster gigante que (só) se tinha descolado do pilar, inerte e muda, sem dizer nada.
Oh meu Deus... que foi que eu fiz??!?
Eu acho que atropelei a Ana Moura. E ela é tão gira e canta tão bem e gaba-se tanto que o Prince tem os CD's todos dela, que é lamentável ter falecido assim, sucumbindo à parte da frente da minha viatura.
Olha, Ana, tu desculpa, mas (tu sabes que) não foi por mal. Eu ainda me tentei desviar, tu viste, mas tu és cá uma maluca... Para a próxima vez que te lançares à doida para cima de um veículo, depois não te venhas queixar.
E ainda te hei-de ir ver em Novembro, a ver em que estado ficaste. Com sorte ainda te pago um tinto, no fim!
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
De como eu ia (praticamente) atropelando a Ana Moura
dito pela
Joanissima
Diz que disse
Há-de haver comprimidos p'ra isto
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5 cheios de bom gosto:
És tão boazuda que até a Ana que é Moura se atira a ti :)
Pior é que eu só tenho caracóis largos na parte da frente (não sei explicar, não me perguntes, nasceu comigo e agora tenho que aguentar à bronca!) e, hoje de manhã, saí de casa penteadinha com ele lisinho. Quando cheguei parecia uma catatua na época do sítio. Irrita-me :)
LOL... LOL... JÁ ME FIZESTE DAR UMAS GARGALHADAS!
ESTÁS INSPIRADA!
JINHOS
ahahahhahahhahahhahahahhahahahha tou a imaginar a cena!
que coisa ilariante!
O que a moça não faz por um pouco de publicidade tua.... Não tarda até te manda um mail a agradecer!!!!
Adorei. Obrigado...
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