sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Ainda sobre o coiso.

No anúncio publicitário que passa (de dez em dez minutos) na televisão, urge perguntar: O Pingo Doce pagou branqueamento de dentes aos funcionários para poderem entrarem no anúncio ou aqueles são os figurantes mais parvos da história da publicidade?

Venha cá!!

Ando completamente viciada no (novo) jingle publicitário do Pingo Doce. Acordo a cantarolar a musiqueta, durante o dia canto a musiquita e, à noite a fazer o jantar, não só canto a musiquinha como ainda me abanico ao som dela... Goste-se ou não, publicidade da boa é isto mesmo! No Pingo Doce vale mais o seu dinh... ARGH!!!!!! Lá estou eu outra vez!!!!!!

domingo, 26 de dezembro de 2010

(D)o Amor*

Eu já acreditei que o Amor era uma coisa que enchia o peito todo, que me dava suores, calores, tremores e que me fazia querer chorar e rir ao mesmo tempo. E, invariavelmente, durante algum tempo na minha vida, eu procurei este amor porque achava que isto é que era o Amor. Vezes houve em que saí de mim, tornei-me outra pessoa, e quis demasiado viver um amor assim, porque achava que este é que era o Amor de que falavam os poetas e, afinal, o Amor era poesia e tinha que ser o Amor de que falavam os poetas. Com o tempo fui percebendo que isto de que falam os poetas não é Amor. É, apenas, a procura incessante do Amor que, de tanto ser procurado, se tornou fictício e obssessivo. Li tantas vezes sobre as lágrimas que o amor derrama, sobre o sangue que esse amor verte que me convenci que o Amor só podia ser assim, arrebatado e arrebatador, intenso e desesperado, sem fôlego e cardíaco. Demorei algum tempo a perceber que aquele amor dos livros era apenas um amor dos livros. Uma paixão. Um fósforo. Uma chama intensa que se vive intensamente e que se apaga intensamente e depois se vai. O amor que se lê é afinal uma novena de lamúrias de mal amados, traídos e abandonados, que lidam mal com a rejeição, que não sabem ver portas abertas em janelas fechadas. Eu aprendi que o Amor, ao contrário do que sempre li, é sereno. É estar em casa sozinha mas com o coração cheio de alguém. É estar com tosse de noite e vê-lo levantar-se, devagar, para me ir buscar mel. É chegar a casa e poder vestir um pijama velho e perceber que os olhos dele brilham como se eu estivesse de vestido de noite. É perceber que me olha com olhos de orgulho quando eu falo de coisas sérias com alguém. É nunca saber quando me vou desmanchar a rir com ele. É ter orgulho nas pequenas coisas dele. É gostar dos defeitos dele e aprender que há coisas que nunca vão mudar e aceitar isso com algum humor. É ter noção clara que jamais leremos os mesmos livros e não me importar minimamente com isso. O Amor, afinal, não é ficar sem fôlego. O Amor é respirar fundo, de peito cheio de ar, mas sem ser demasiado oxigenado. O Amor não é desesperado, é construído devagar, sem pressas nem tempos, porque se sabe que há uma vida inteira pela frente. O Amor não é intenso, é apenas enorme, maior que tudo, mas não há qualquer desespero nele. O Amor é uma cama quente de manhã em noite de chuva fria. * Por simpatia à minha Anacê.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

É de mim,

ou a expressão meteorológica "boas abertas" roça gritantemente a pornografia?

Pelo menos no Natal

evitem chamar às pessoas "miga", "miguita" ou "miguinha". E não mandem "jokas", nem "jinhos". Este é um tempo de fartura alimentar. Não há qualquer necessidade de comer letras.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Oh happy days

Os dias mais felizes da minha vida foram, sem dúvida, o dia do nascimento da minha filha e o dia do meu casamento. Por esta ordem.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Hit me baby one more time

Para quando um Natal sem a transmissão do Sozinho Em Casa na tv? É que não se aguenta!!

sábado, 18 de dezembro de 2010

Conselho de amiga

Diospiros verdes (ou pouco maduros que seja) é coisa para ser a pior coisinha que se pode pôr na boca.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

All I want for xmas is you

Falta-me comprar UM presente de Natal. Estou orgulhosa de mim! É que, agora sim, posso começar a preparar o Natal onde é mais importante: no coração. E este ano quero muito que o Menino (re)nasça em mim.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Reveillon

Segunda-feira ouvi nove pessoas. Ontem ouvi onze. Hoje já ouvi sete. Amanhã estão agendadas dez. O meu fim de ano profissional é sempre muito animado.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Uiquilique

Hoje o champanhe é por conta do Gonçalo Amaral que, coitadinho, ainda não há-de ter parado de rir.

Pilosidades faciais

É absolutamente feio um homem (só) de bigode. É totalmente nojento um homem de bigode a comer caldo verde. É completamente repugnante um homem de bigode comer spaguetti a la carbonara. E, com tantos sítios onde almoçar, onde fui eu? A um restaurante cujo senhor do lado tinha bigode. E comeu caldo verde. E spaguetti a la carbonara. E isto é como os acidentes de carro: sabemos que é medonho mas não conseguimos desviar o olhar. Preciso urgentemente de uma água das pedras

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Confesso

que a primeira coisa que me ocorre quando vejo uma criatura qualquer de botas brancas é o fascínio de como é que uma pessoa com as duas pernas partidas consegue andar sem muletas.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Menino Jesus

Este ano, o melhor dos meus presentes era dar-te um presépio. De todas as coisas que este ano eu peço, essa é a que mais quero, mais do que qualquer outra coisa. Queria ver-te de barriga grande, de sorriso enorme, de mantinhas de lã num quarto cheio de ursinhos e de borboletas. Este ano eu queria sentir, com a minha mão na tua barriga, o menino Jesus. Desde aquele dia que, no meu oratório, está uma luz acesa e ainda não a apaguei mesmo que ela não brilhe tanto. Mas brilha e não há dia algum em que não te guarde no meu coração, nas minhas orações, nos meus anseios. E peço, a quem aqui passa, que de uma forma ou de outra, se lembre de ti mesmo que não saiba do que estou a falar. Este ano, o presente de Natal que eu quero dos resistentes que aqui passam, é que acendam uma luz por ti. Tu mereces, mais que ninguém, um presépio.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Ângulos

Ultimamente, o meu lado observador tem reparado que já não há carros tipicamente de homem. Por isto quero dizer que, o meu lado estético, constatou que aqueles jipaços de três metros de altura, aquelas carrinhas escandalosamente caras e com sete ou oito lugares, já não são um exclusivo dos machos. O meu lado puramente machista lamenta isto profundamente. O meu lado feminino, em compensação, relembra o seu marido que estamos aqui estamos no Natal.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Dá que pensar, não dá?

O Menino está quase a nascer....

Aqui já é Natal... E nos outros lados?

Era importante que este ano não houvesse Presépios de lata, não era? Então seria MESMO Natal....

Não pirilamparás?

Não estamos na época dos pirilampos mágicos? Onde andam eles?

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Da boa vontade

Ontem, contra todos os meus princípios, vi o telejornal. Vi-o por distracção, confesso, mas ainda assim, vi. Era uma reportagem sobre voluntariado e, a meio caminho, falou-se da Legião da Boa Vontade e da distribuição de alimentos que se efectuou aos mais carenciados. No meio da curta reportagem, reconheci um rosto. Uma senhora que toma café todos os dias à minha beira, ela e mais outras como ela. Até ver a reportagem o que tinha a dizer sobre a senhora era que é simpática. Faz limpezas em vários sítios e passava ali grande parte das suas tardes a fazer horas para ir pegar noutro lado. As conversas entre as colegas como ela eram invariavelmente as mesmas: vernizes novos, casacos de pechincha, feijoadas para a vizinhança, leitão que se encomendou para celebrar o aniversário de uma prima. Depois de ver a reportagem o que se me apraz dizer sobre esta senhora são coisas diferentes. Ela apareceu na televisão, no telejornal para dizer que tinha ido pedir bens alimentares porque tinha o marido com uma pena e um braço partidos vai para dois anos. Que ganhava duzentos euros por mês e que se não fosse a Boa Vontade alheia estaria a passar fome. Ora isto é rigorosamente mentira. Ninguém tem braços e pernas partidos há dois anos, para começar. Ninguém que passe necessidades faz feijoadas ao fim-de-semana para os vizinhos, compra leitões para uma festa. A senhora, desde logo, não ganha duzentos euros. Quando muito declara-os, o que são coisas rigorosamente diferentes. Não retiro mérito algum à legião da Boa Vontade. Mas choca-me profundamente que as pessoas se aproveitem da boa vontade alheia para usufruir de coisas a que não têm direito. Somos um País de chupistas e de aproveitadores. E, tristemente, passamos este exemplo de mediocridade às gerações futuras.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Congrats

Eu tenho um segredo que (quase) não cabe no meu coração e estou mesmo feliz por saber coisas bonitas de gente que adoro tanto.

12/4

Fez ontem trinta anos que morreu o último dos herois desta nação.
Tenho saudades do tempo em que havia herois.