sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Desabafo final de 2011

A modos que, se calhar, eu devia era deixar aqui uma mensagem de esperança para o ano novo que está a chegar.
Mas, este é um blog de algum queixume, e eu não seria eu se não viese aqui fazer o último balanço de 2011 (prometo que, este ano, é a ultima vez que me queixo).
É que me ando a sentir encolhida e, pior que isso, ando a sentir toda a gente encolhida. Antigamente, quando me sentia meia triste, pegava no carro e andava a vaguear pela cidade, sem rumo. Mas agora, quando estou meia triste, penso logo no gasóleo que vou gastar nessas voltinhas sem rumo e, pior, da eventualidade de ser multada por uma camelo qualquer escondido atrás de uma moita e desisto.
Então, num cenário de tristeza, marca-se uma viagem para espairecer. Não, não marca, porque (já) não há dinheirinhos extra, e o ordenado não estica para tanto.
Ok, então, vamos jantar fora, beber uns copos. Pois que se calhar não, porque se já está tudo p'la hora da morte, a partir de Janeiro, com IVA a 23% isso passará a ser um luxo para dias muito especiais.
E sim, eu sei que este é um cenário pessimista apesar de real e que não é tempo para isto. Mas, a verdade, é que me sinto a viver numa ditadura. Não tenho liberdade para viver os meus sonhos porque, apesar de ter emprego, de pagar os meus impostos, de ter o registo criminal imaculado, não tenho dinheiro para eles. E sim, isto é triste, encolhe, angustia. Porque eu nem falo de sonhos muito extravagantes, Não falo, sequer, de comprar sapatos Louboutin, ou malas da Channel, ou viagens às Maldivas. Falo de sonhos (mais) normais (não que os outros não sejam, atenção!) como ir ao Teatro a Lisboa ou ir ver os Coldplay ao (meu) Dragão. Se tenho dinheiro? Se calhar até tenho. Mas tenho outras prioridades, sem dúvida. Prioridades mais importantes, que antigamente não me sentia a ter que pesar.
E é por isto que me sinto a viver numa ditadura. Não posso fazer nada, tenho medo de arriscar tudo.
A única diferença é que sim, eu posso ter um blog e vim para aqui dizer que estes tipos são uma cambada de filhos da puta, e dizê-lo assim, com as letras todas, filhos da puta e, provavelmente, não vou presa amanhã. Posso vir aqui dizer que a Angela Merkl sofre de uma gritante falta de sexo e que se posta devidamente de quatro, se calhar não tomava atitudes tão nazis. Posso dizer a toda a gente que o Vitor Melícias é tão franciscano quanto eu sou virgem (e olhem que nasci em Novembro). Posso gritar bem alto tudo o que me apetecer e, se tiver a sorte e tiver (tido) um cargo político até posso chamar mesmo os bois pelos nomes que jamais irei presa.
Mas de que me serve a minha liberdade de expressão? De que me serve poder falar alto num café, poder fazer greve, se nunca nada muda e esta sensação de estar menor não me passa?

(suspiro)

Mas é claro que, no meio de tudo isto, há os (meus) outros. Há aqueles que nos abrem um sorriso só porque sim, só porque são ou estão felizes, só porque vão ter um bebé, só porque vão realizar um sonho, só porque vão começar a partilhar o seu tão generoso coração.
E é por isto que eu vou receber bem 2012. Com muito vinho, uma mesa farta, rodeada das pessoas que mais amo. Porque, no final, é só isso que importa: os que amamos, uma mesa farta e um bom vinho.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Dr. House

É rara a vez que não como tangerina sem me engasgar.
Não senhor, não me engasgo com laranjas, nem com pêssegos nem com qualquer outra fruta sumarenta.
A preferência exclusiva da minha glote vai para as tangerinas.

Um dia destes morro com uma tangerinite.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

can't wait

Temporada 7

Estreia

domingo, 25 de dezembro de 2011

Rescaldo V

Depois do bolo Rei, do bolo Rainha e do bolo Príncipe... a sério... estarão a considerar a hipótese de correr a corte toda??

Rescaldo IV

Escangalhado é uma coisa espectacular.
Bolo rei já era.

Rescaldo III

O meu marido estraga-me.

Rescaldo II

Natal (também) é ter uma pedra no sapato e, na noite de Consoada, ser crescidinha, pegar no telefone, engolir o orgulho, pensar maior, e dar um passo em frente.

Rescaldo

Este ano recebi (mesmo) muito poucas sms mas, para compensar, recebi mais telefonemas.
Daqui, tiram-se três (brilhantes conclusões):
 - as pessoas começam a perceber que, quem é realmente importante, tem direito a telefonema; quem não é, que tivesse facebook.

E sim, são três conclusões.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

So this is Christmas



E agora vou ali mudar a água ao bacalhau e pôr a massa do bolo rainha a levedar que, pensando que não, ainda demora um certo tempo.
Vão pra dentro que está frio e acendam a lareira.

E tenham um Natal do veribéste!!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Homofonia

Quando era miúda não havia cá essa coisa de ir à net ver as letras das músicas. Desde logo porque não havia net e, mesmo se houvesse, as prioridades eram outras e havia joelhos para esfolar e queixos para partir.
A malta ouvia uma canção jeitosa e, das duas uma, ou adivinhava o que o tipo estava a dizer, usando a chamada "imaginação do caraças", ou gravava para uma cassete e depois fazia "pause" e "play" milhares de vezes até perceber a letra.
Bons tempos esses em que, de tanto "rewind" e forward" as cassetes soavam todas como se fossem a 33 rotações (e pensar que haverá gente que não faz putideia do que eu estou a falar...).

No "Summer of 69", essa pérola do Brian Adams, o tipo com a pele mais sapenta (saposa?) da história dos anos 80, há um verso que reza qualquer coisa como "standing on your mama's porch".
Ora eu, jovem imberbe que não devia ter mais de 12 ou 13 anos e cujo inglês era notoriamente precário, fartava-me de dar voltas à mona a tentar perceber porque raio é que o Brian Adams se sentava no capot do porsche da Mãe da moça. Um carro tão caro e ele com a peidola lá assente?? Por acaso dava com aquela Mãe que era boazinha. Havia a moça de ser filha de meu Pai que ele lhe diria...

Eu já fui homofónica, meus amigos. E estava na hora de o confessar.

Mortinha



Sou pior que os miúdos.
Ando a contar as horas para que chegue o Natal.
Adoro a azáfama, as horas na cozinha a preparar as coisas, as viagens, a luz da lareira a brilhar na cara do Menino Jesus no Presépio da casa dos meus Pais, a Ceia, os doces, os embrulhos, as fitas dos embrulhos, os olhos a brilhar, as surpresas, tudo.

Estou mortinha que chegue o Natal. Com (muito mais) frio, de preferência. Natal com frio maizomenos não tem graça.

Constatação II

O nome do Primeiro-Ministro espanhol faz cócegas na garganta.
Chefe de Estado cujo nome soa a som de gente a expectorar não é nada um bom princípio.

Acho melhor chamar-lhe só Mariano e pronto.

Constatação

Nos dias que correm as pessoas já não são fãs de nada.
São seguidoras.

Quando foi que nos deixámos afeicebucar desta maneira?

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Chispes

Ultimamente os meus pés não andam bem.
Tenho sempre, invariavelmente, um frio e um quente.
Portanto, das duas uma: ou tenho um pé atrasado ou tenho um pé muito à frente, que é como quem diz, ou tenho um pé que se esqueceu que estamos no Inverno ou um que acha que estamos no Verão.

Acho que os meus pés têm Alzheimer.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Néles

A sério, expliquem-me mesmo: qual é a fixação nas unhas compridas?
A sério, para que servem senão para acumular lixo debaixo delas e para impedir as pessoas de escrever num teclado sem soarem a martelos? Qual é a ideia senão conseguir coçar-se sem fazer sangue ou de não conseguir entalar a roupa da cama no colchão?

Ah, diz que é giro. Ai é?

sábado, 17 de dezembro de 2011

Abrev.

Quando andei na faculdade (sendo que o meu curso é daqueles em que, muitas vezes, os professores falam muito e não dizem rigorosamente nada, limitando-se a ficar sentados numa secretária, a ler a sebenta que os próprios escreveram e a dizer "até para a semana meus senhores") eu quando (se) ia às aulas tirava montanhas de apontamentos. A minha letra, nesses momentos, era o que se pode dizer medonha, havendo páginas com uma frase, tal era o tamanho por escrever à pressa, tentando acompanhar a velocidade a que os professores falavam.
Para o meu sucesso nesta tarefa, muito contribuiu um verdadeiro código já existente, e por mim desenvolvido, de abreviaturas. Atenção que a ideia era abreviar, não era dar erros ortográficos como os garotos de agora (que escrevem beijinhuxxxx e kuandu e afins). A ideia era mesmo conseguir escrever tudo com o minimo de letras possível.
Qualquer escrevia-se qq.
Legalidade escrevia-se legal// (e isto valia para todas as palavras acabadas em "dade")
Obviamente escrevia-se obvia/ ( e toos os demais adverbios de modo levavam o / para os terminar)
Quid Iuris escrevia-se qi?, assim mesmo, com ponto de interrogação no fim, para distinguir de quociente de inteligência.
Dinheiro escrevia-se $ (ainda hoje, que o símbolo do nosso dinheiro  foi alterado para €, não consigo deixar de escrever $ quando quero abreviar a palavra)
... e tantas, tantas mais abreviaturas que me facilitavam a vida nas aulas.
Todas as semanas, inevitavelmente, inventava mais umas quantas, à medida que a necessidade aguçava o meu engenho para a questão.

Tornei-me mestra na arte de abreviar palavras e, é por isso, que me enerva solemente a preguiça de uns e outros que se limitam a falar por siglas... ele é WTF, ele é ASAP, ele é TGIF... ainda por cima, tudo em estrangeiro ou esperanto ou lá o que é isso... Caraças, ele há gente pior que eu!!

(e, já agora, porque não MQC ou AQP ou GDES? hun??)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Pânico

Eu confesso, sou uma acagaçada com o vento. Ele há deles que morrem de medo das trovoadas, dos relâmpagos, dos trovões, da chuva. Pois eu, não. Esses a mim, fascinam-me.
Mas o vento, aimeudeusdoceunossasenhoradasgraças, o vento a mim é coisa para me tirar o sono, a paz, a decência e a dignidade.
E, se isto em dias e em sítios normais, já me faz soltar um ou outro pingo na cueca, estar numa cidade diferente, num 13º andar, com a ventosga toda a assobiar por estas janelas sem qualquer isolamento de som, é coisa para me deixar a respirar para dentro de um saco de papel, a ver se me acalmo.
E não, não estou a exagerar. Estou em pânico e a tentar lembrar-me das sessões de respiração e auto-controle que fiz há uns anos.

Poramordasanta!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Sabadabadu

A Maria Filomena Mónica pode saber muito sobre muita coisa mas, no que diz respeito à religião católica, é de uma ignorância triste e profunda.

Eu também tenho uma coisinha a dizer sobre o Pequeno Arrumado

É muito boa essa ideia de dar formação a bloggers sobre blogs. E sobre como encontrar o homem dos nossos sonhos, então, nem se fala. Toda a gente sabe que as ideias são como o olho traseiro e, portanto, cada um tem a sua, mesmo que, à semelhança do dito olho, sejam escuras e cheias de cocó.
Mas, o que mais me espanta é que ele teve publicidade de borla às suas ideias (megalómanas, doidas-varridas, arrogantes, ridículas) todas.
Toda a gente falou disto. Mal, é certo, mas como diria o Tio Herman, "falem bem ou falem mal, mas falem!"
Eu própria, que nunca li o blog do Pequeno Arrumado, de repente dei por mim a ir lá ver do que se falava (e a achar que o senhor bebe litros de arrogância por hora e que aquilo é coisa para lhe cair na fraqueza, um dia destes) e a abanar os meus caracóis e a pensar para os meus botões que o descaramento desta gente não tem, de facto, fim.

A verdade é que, pelos vistos, ele pode mesmo falar para bloggers sobre como rentabilizar um blog. Porque toda a gente condena, mas toda a gente fala sobre isso e eu podia jurar que, nestes últimos dias, a criatura rentabilizou o seu blog mais do que a (sua) própria Palomita Açucarada.
Quanto ao homem dos nossos sonhos, parafrasearei o melhor dos posts a este respeito.
Nada mais a acrescentar.

: (

Receber a notícia por carta que sim senhor, e venha cá para a gente fazer o que tem a fazer, e isto vai correr tão bem ena pá, e depois, quando ligo a marcar, encherem-me de perguntas para concluirem, face às minhas respostas, que não senhor, afinal não vai poder ser, afinal não vai dar, mas não fique triste, deixe lá, a sério, haverá mais gente, não fique assim, não chore... é coisa para me deixar de rastos.

Hoje estou com o coração do tamanho de uma ervilha anã.
E não creio que vá crescer nos próximos tempos.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

À moda antiga

Chamem-me parola e ultrapassada à vontadinha mas, eu cá, não gosto de fazer compras online.

Reconheço inúmeras vantagens nessas compras e que sim senhor o conforto, e que sim senhor o ganho de tempo, mas isso não é para mim. A wook, por exemplo, diz que é uma livraria do caracinhas, mas eu gosto mesmo é de passar horas na Bertrand (e não na Fnac, no que aos livros diz respeito), sentir o cheiro dos livros, namorar com eles e perceber, ao vivo, se aquele é o meu livro e se ele quer vir comigo para casa.
E sim, eu sei, há outras infinitas possibilidades de compras, mas esta coisa de pôr na net o meu número de cartão de crédito, dá-me arrepios na espinha. Eu cá gosto é de falar com as pessoas, tirar dúvidas, cheirar tudo (já disse que fui perdigueiro noutra encarnação? Fui perdigueiro noutra encarnação), comparar preços, volumes, qualidade do papel, das embalagens, da resistência do material, e tudo o que eu tenho direito.

Eu sei que sou uma peça de museu, mas quem me tira o meu comerciozinho (de bairro) tira-me a vida.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Constatação

O Nuno Rogeiro está, fisicamente, muito acabadote, leia-se, (vá) velho.

Bom mesmo

é quando recebemos um telefonema de uma Instituição que trabalha para o Estado, nos colocam em espera e a musiquinha é, nada mais nada menos, que o "Venham Mais Cinco" do Zeca.

Acho que andamos todos à espera que a velha morra para ficarmos por cá.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Mas será possível

que toda a comunidade jornalística tenha dado em escrever livros de culinária?
Ele é o Miguel Sousa Tavares, ele é a Clara de Sousa... Credo!

Para quando um "Receitas de Pé de Orelhas" do José Rodrigues dos Santos?

Em verdade vos digo,

aqueles de vós que querem vestir um bikini tamanho xs lá para Agosto, deverão desamigar, com a máxima urgência, de vosso reader, blogs de culinária, daqueles em que engorda só de babar com as fotografias.
Aqueles de vós que, contudo, arriscardes a nãos os desamigar, tende cuidado com as receitas detalhadas desses demos que por aí andam.
Relatos houve em que, moças singelas, sucumbiram à tentação passando da leitura da receita ao acto de confecção da mesma e... bem... Que Deus tenha piedade das suas (gorduchas) almas.

Pedido

Da próxima vez que estiver a dar, num Domingo à noite, um filme com o Richard Gere (em que, ainda por cima o tipo morre no fim, e me deixa em lágrimas, porque coitadinho do moço e deixou a moça e aiómeudeusquetragédiatãograndecoitadinha) com final previsto para a uma e meia da manhã, a ver se alguém me dá um par de galhetas bem dadas e me lembre que, isto de ter que me levantar às dez prás sete da manhã, não é compatível com filmes lamechas que acabam a horas impróprias.

domingo, 11 de dezembro de 2011

chão nosso*

às vezes dá-nos jeito enterrar o passado num lugar qualquer, por uma razão qualquer. Mas, quando o passado ainda é futuro, o nosso coração obriga-nos a ir lá, tirá-lo da caixa, e devolvê-lo à vida.
Quando temos a imensa felicidade de tropeçar em alguém que sabemos que é um alguém para toda a vida, podem passar muitos anos por nós, mas esse alguém é mesmo para toda a vida.

(eu ontem desenterrei uma parte - maravilhosa - do meu passado e dei-lhe vida, sem esforço algum, senti-a no peito e dei-lhe futuro, com o coração cheio de sol e ainda estou aqui aos saltinhos de felicidade proque, de facto, o Tempo e o Espaço não separam os Amigos como tão sabiamente me ensinou um dia Richard Bach)

* primeiro álbum deles, para ela. : )

sábado, 10 de dezembro de 2011

O que há para não amar?


Que mulher linda, que talento fantástico.
Ainda hoje, tantos (taaaantos) anos depois, quando me deparo com o seu maravilhoso "Murder She Wrote" fico especada, sem conseguir mudar de canal (passa na Fox Crime, para os aficcionados, como eu).
É, certamente, ela a culpada do meu amor incondicional por todos os CSI's da vida, todos os policiais já lidos e, por acreditar, que o talento é mesmo intemporal.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Em verdade vos digo

às vezes é preciso mesmo muita coragem para, ainda assim, se ser um cobarde porque aquele que se sabe enfrentar, derrotando os seus medos, pode não matar os fantasmas todos, mas aprende a rir-se um bocadinho deles.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Felicidade pura

é ter uma melhor Amiga, linda e única e mágica, que faz hoje anos (parabéns, minha Pessoa linda).
é ter recebido a melhor notícia do ano e estar praqui, ainda de lágrimas nos olhos, de sorriso pateta na cara e a transbordar de alegria.


é perceber que Deus é mesmo um tipo absolutamente extraordinário.

Les uns et les autres

Tenho alergia (física) a pessoas com rostos múltiplos, pessoas que mudam em função da conveniência, do estatuto ou do interesse profissional.
Ao longo dos meus dias tenho convivido com algumas cobras, é certo, mas choca-me sempre de cada vez que tropeço numa, seja ela uma piton ou uma das mais pequenas.
A falta de transparência é, provavelmente, a característica que mais me choca nas pessoas.

A verticalidade é um traço de carácter absolutamente indispensável para se ser Pessoa.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Quatro de Dezembro


Impossível esquecer(-te).

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Da ternura e das cerejas

E hoje deixo-vos uma sugestão maravilhosa.
Duas meninas fantásticas, pequeninas de idade mas imensas de coração, criaram um projecto. Para os mais distraídos é apenas mais um blog, mas para aqueles que sabem que o essencial é invisível aos olhos e só se vê bem com o coração, este é um bocadinho de ternura que se escreve, um pedaço de sol e de açucar.

Parabéns, minhas queridas.
Para quem acha que a vossa é uma geração perdida, é bom mostrar (e saber) que vocês são a cereja em cima do bolo.

Para reflectir

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Das amizades e do que elas escrevem

Eu adoro a inteligência das minhas Amigas e devo confessar que, ao ler esta pérola que minha Ana C. tão eloquentemente cuspiu, sinetas tocaram na minha cabeça.
Sim, é isto mesmo. Caraças, é isto mesmo! Quanto mais gostamos de nós mesmos mais positivamente exigentes nos tornamos com aqueles que nos amam (e que nos querem amar, vá...). E não, isto não tem nada de errado. Isto é sermos nós a querermos o melhor para nós, porque sabemos não ser merecedores de nada menos do que isso.
Não há pachorra para amores mais ou menos nem para Amizades assim-assim. Os Amigos têm que ser os melhores, até porque são os nossos. Podem ter defeitos, claro (pois se até nós os temos, como poderiam eles não os ter?), podem de vez em quando amuar, ter ciuminho, ficar melindrados. Mas têm que ser os melhores na hora de ligar a querer esclarecer tudo (nem que seja só com o poder mágico de um longo abraço), têm que ser espectaculares na forma como viram uma garrafa de tinto connosco e falam sobre o que os/nos aleijou e têm capacidade de nos fazer rir dessa tragédia.
Já tive amizades assim-assim, confesso. Percebo agora, por causa do que a Ana C. tão brilhantemente (comme d'habitude) escreveu que era porque não me amava o suficiente.
Nos dias que correm as pessoas à minha volta são mesmo as melhores. Ainda que carregadas de defeitos e de manias. Mas são as melhores porque, por cima de três ou quatro coisas menos bonitas que possam ter, estão milhares delas, completamente deslumbrantes.
Os meus Amigos amam-me e sabem deixar-me amá-los, não menos importante também.