Engraçada esta constatação.
De repente, do nada, levanta-se uma poeira fininha e com ela os olhos choram e a garganta fica irritada. Ao princípio mal se percebe, mas a poeira vai-se tornando mais grossa e, quando damos conta, já mal podemos respirar e os olhos mal se conseguem manter abertos.
Quando acontece alguma coisa devastadora, as repercussões dessa poeira nos outros, são completamente imprevisíveis.
O protagonista da história vive centrado nele mesmo, como é de esperar, mas aqueles que à volta dele habitam são arrastados por aquele bafo escaldante, e devastados também, embora a uma escala evidentemente menor.
A desgraça arrasa sempre os que rodeiam o desgraçado.
Como se o singelo bater de asas da tragédia transformasse em caos todo o meio envolvente.
Como se a mariposa derrubasse o elefante apenas com o som ensurdecedor da sua existência.
2 cheios de bom gosto:
Uau, Joanão.
É pá, que bonito... Você às vezes surpreende-me.
Que bonito!
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