A última vez que me mascarei de Carnaval corria o magnífico ano de dois mil.
Combinou-se um jantar de amigos e o dress-code era ir mascarado.
Havia um zorro com a máscara feita a partir de uma t-shirt preta, um palhaço fantástico de calças de ganga por baixo das calças largueironas, uma velhinha com pó de talco no cabelo e com uma corcundice forçada, um pajem de lentes verdes e outros que não me marcaram tanto.
Eu vesti-me de preto, um xaile garrido, brincos grandes, maquilhagem de puta, e lá fui eu.
Jantámos num restaurante da Baixa, e os espanhois da mesa do lado perguntaram-me de que estava eu mascarada. Disse-lhes que estava vestida de Severa e eles não sabiam quem era. Expliquei-lhes.
- Ah, tipo a Amália?
- Não, disse eu, nada nem ninguém é como a Amália.
E então cantei-lhes um fado, de perna à mostra em cima da cadeira.
E foi assim que ganhei um jantar de graça, numa noite fria de carnaval, há muitos anos atrás.
5 cheios de bom gosto:
Pois não!Com a pernaça à mostra foi um deleite para a Espanholada...
Uauuuu! Grande Joanissima!!!
amo-te.
Haa fadista!!! Também ja ganhei jantares a cantar fado! e umas belas copaças de vinho...
Ai os Manolos...ahahah...
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