quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Sonhos
Desde que aprendi que o cabelo só está realmente bem lavado quando, ainda debaixo de água, "chia" ao passarmos os dedos, acalento esta esperança secreta de um dia, sem ser debaixo de água (que essa haveria de ser uma visão do inferno, deusmedefendalivreeguarde) ouvir chiar os debaixodebracinhos (e as boquinhas, meu Deus, as boquinhas...) de algumas pessoas que me entram pelo gabinete dentro, sem ter que, obviamente, lhes passar os dedos.
Diz que disse
O Povo é um bicho fascinante
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Palavras parvas
Comité.
Por nenhuma razão especial. Mas é uma palavra parva, com um som parvinho e, avaliando bem, com um significado muito parvo.
Era isto.
Por nenhuma razão especial. Mas é uma palavra parva, com um som parvinho e, avaliando bem, com um significado muito parvo.
Era isto.
Diz que disse
Há-de haver comprimidos p'ra isto
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Sobre os óscares
e desfiando o rol (imenso) de blogs sobre as fatiotas da festa, concluo que eu jamais serei uma fashionista.
Dos modelitos eleitos por quem (supostamente) sabe, nenhum me fez cair o queixo, nenhum me fez pensar duas vezes para o casamento do ano (da minha J. que será em Setembro), nenhum me fez soltar um "uau" que fosse.
Curiosamente, li poucos comentários sobre os filmes em si, o que só pode significar que esta coisa da gala dos óscares (alhinhos) é uma imensa hipocrisia cinematográfica e um enorme desfile de barbies e kens.
Dos modelitos eleitos por quem (supostamente) sabe, nenhum me fez cair o queixo, nenhum me fez pensar duas vezes para o casamento do ano (da minha J. que será em Setembro), nenhum me fez soltar um "uau" que fosse.
Curiosamente, li poucos comentários sobre os filmes em si, o que só pode significar que esta coisa da gala dos óscares (alhinhos) é uma imensa hipocrisia cinematográfica e um enorme desfile de barbies e kens.
Diz que disse
Joanissima is in the house
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Ter tomates
Há tantas opções de compra, nos supermercados, que eu acho que as pessoas se desorientam um pedacito.
Mas o que passará pela cabeça dos fabricantes de polpa de tomate para acomodarem um bom produto numa embalagem de pasta de dentes?
E o que passará pela cabeça das pessoas para comprarem polpa de tomate em versão pasta dentífrica?
Conseguirão abstrair-se do facto de que poderão estar a enfiar Colgate na bolonhesa?
Mas o que passará pela cabeça dos fabricantes de polpa de tomate para acomodarem um bom produto numa embalagem de pasta de dentes?
E o que passará pela cabeça das pessoas para comprarem polpa de tomate em versão pasta dentífrica?
Conseguirão abstrair-se do facto de que poderão estar a enfiar Colgate na bolonhesa?
Diz que disse
Dúvidas que me fazem car-jacking,
O Povo é um bicho fascinante
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Da menstruação e da dureza do escutar
Os novos anuncios para aparelhos auditivos, protagonizados pelo grande (florzinha) Goucha parecem os velhos anúncios a pensos higiénicos: Em ambos (os dois) se diz"nem vais notar que os estás a usar".
Ora bem, vamos por partes.
Esse mito de que quem usa (praticamente) um lençol dobrado na cueca não sente coisa nenhuma, só pode ter sido inventado por um homem que nunca experimentou o produto com umas calcinhas mais justas e, a ter experimentado, não o fez de fio dental, de asa delta nem mesmo de cuecão-da-avó.
Meus amigos, um penso higiénico, por muito fino que seja, nota-se sim senhora. Pode não se notar para quem está por de fora, mas nota-se bem por quem o usa por de dentro.
Tanto quanto, lá está, se há-de notar ter um aparelho colado atrás da orelha, que, por muito que se diga o contrário, não é propriamente um brinco pendurado no lóbulo, antes um pedaço de plástico agarrado ou atrás do lóbulo ou dentro da orelha, o que é coisa para, desculpem lá, incomodar um pedaço.
Por outro lado, nos anúncios aos ditos mini lençóis para moças, lá vemos grupelhos de adolescentes histéricas, felizes e contentes por estarem com o período porque assim podem usar um enchumaço no meio das pernas. Oh que alegria tão grande, pois é? Naquelas idades, é bom que isso seja a única coisa que sentem no meio das pernocas, sim, já que outras coisas, (espera-se) mais finas ainda, são coisa para fazer inchar um bocado nos nove meses subsequentes.
Já quanto aos aparelhos auditivos, se esse não fosse um público tipicamente duro de ouvido, não faltaria muito até vermos o grande (lariloide) Goucha aos saltos e aos gritinhos, vestido com roupas garridas, a anunciar as maravilhas do quando-o-benfica-joga-em-casa. Se bem que, na verdade, por motivos certamente menos nobres, embora também (bem) pagos, já é o que ele faz nas manhãs da TVI.
Ora bem, vamos por partes.
Esse mito de que quem usa (praticamente) um lençol dobrado na cueca não sente coisa nenhuma, só pode ter sido inventado por um homem que nunca experimentou o produto com umas calcinhas mais justas e, a ter experimentado, não o fez de fio dental, de asa delta nem mesmo de cuecão-da-avó.
Meus amigos, um penso higiénico, por muito fino que seja, nota-se sim senhora. Pode não se notar para quem está por de fora, mas nota-se bem por quem o usa por de dentro.
Tanto quanto, lá está, se há-de notar ter um aparelho colado atrás da orelha, que, por muito que se diga o contrário, não é propriamente um brinco pendurado no lóbulo, antes um pedaço de plástico agarrado ou atrás do lóbulo ou dentro da orelha, o que é coisa para, desculpem lá, incomodar um pedaço.
Por outro lado, nos anúncios aos ditos mini lençóis para moças, lá vemos grupelhos de adolescentes histéricas, felizes e contentes por estarem com o período porque assim podem usar um enchumaço no meio das pernas. Oh que alegria tão grande, pois é? Naquelas idades, é bom que isso seja a única coisa que sentem no meio das pernocas, sim, já que outras coisas, (espera-se) mais finas ainda, são coisa para fazer inchar um bocado nos nove meses subsequentes.
Já quanto aos aparelhos auditivos, se esse não fosse um público tipicamente duro de ouvido, não faltaria muito até vermos o grande (lariloide) Goucha aos saltos e aos gritinhos, vestido com roupas garridas, a anunciar as maravilhas do quando-o-benfica-joga-em-casa. Se bem que, na verdade, por motivos certamente menos nobres, embora também (bem) pagos, já é o que ele faz nas manhãs da TVI.
Diz que disse
As coisas que eu sei hã??
Fim de tarde
O dia pode estar lindo (que está) o sol pode armar-se em Primavera (que arma), a esplanada pode estar a abarrotar (que está) mas, sem Amigos daqueles mesmo mesmo lindos, daqueles mesmo mesmo nossos, o dia parece até um pouco feio, o sol parece até meio de verão e a esplanada até parece deserta.
Vai daí, vim abrir as janelas de casa, botar os felinos ao sol e fazer uma tarde de laranja que isto dos prazeres do sol é muito lindo mas sem amor (que os Amigos também se amam) não é a mesma coisa.
Nem tu, Fausto me alegraste por aí além.
Valeu-me a conversa da mesa do lado, o tinto à estrangeira e a vista (mesmo mesmo) perfeita.
Vai daí, vim abrir as janelas de casa, botar os felinos ao sol e fazer uma tarde de laranja que isto dos prazeres do sol é muito lindo mas sem amor (que os Amigos também se amam) não é a mesma coisa.
Nem tu, Fausto me alegraste por aí além.
Valeu-me a conversa da mesa do lado, o tinto à estrangeira e a vista (mesmo mesmo) perfeita.
Diz que disse
Dar de beber à dor é o melhor
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Pequena nota mental
Da próxima vez que decidires pôr ovos a cozer enquanto vais só ali abaixo e nem demoras nada, pensa outra vez, Joana Maria.
É que podes encontrar a vizinha de cima, e ela pode desatar a contar-te coisas e situações que podem demorar mais do que o previsto, e pode-te muito bem acontecer chegares a casa, sentires um cheio a queimado de dar vómitos (ou o chamado cheiro a bispo se bem que eu nunca entendi a origem desta expressão, sendo certo que, por outro lado, não se pode dizer que já tenha cheirado um bispo) e vai-se a ver e tens os ovos esturricados. Ou o que outrora foram ovos.
Já agora, Joana Maria, se isso voltar a acontecer, a ver se não colocas os ovos imediatamente debaixo de água.
É que, ovos demasiado cozidos (queimados, vá) estoiram, fazem catrapumpumpum e cagam-te os azulejos da cozinha e, pensando que não, andar empoleirada num escadote a tirar bocados de gema esborrachada das paredes, não é uma coisa gira para se fazer num dia estupendo de sol como este.
É que podes encontrar a vizinha de cima, e ela pode desatar a contar-te coisas e situações que podem demorar mais do que o previsto, e pode-te muito bem acontecer chegares a casa, sentires um cheio a queimado de dar vómitos (ou o chamado cheiro a bispo se bem que eu nunca entendi a origem desta expressão, sendo certo que, por outro lado, não se pode dizer que já tenha cheirado um bispo) e vai-se a ver e tens os ovos esturricados. Ou o que outrora foram ovos.
Já agora, Joana Maria, se isso voltar a acontecer, a ver se não colocas os ovos imediatamente debaixo de água.
É que, ovos demasiado cozidos (queimados, vá) estoiram, fazem catrapumpumpum e cagam-te os azulejos da cozinha e, pensando que não, andar empoleirada num escadote a tirar bocados de gema esborrachada das paredes, não é uma coisa gira para se fazer num dia estupendo de sol como este.
Diz que disse
Joanissima is in the house
Homeland
Começou bem, começou sim senhora, a coisa até prometia e sempre era uma lufada de ar fresco das policias técnicas, dos médicos com mau feitio e afins.
Mas o mal desta gente é que se põe a inventar e de repente o tipo já se enrolou com a moça e já pinam que nem martas e ómeudeusquenãohaviamesmonecessidade!!!
Uma série tão promissora e, vaissaver, não vale um caracol.
Resta-me o meu Once Upon A Time e o meu Grimm para salvar a coisa.
Caraças, odeio decepções televisivas!
Diz que disse
As coisas que eu sei hã??,
Joanissima is in the house
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Manhãs de férias
Nós os três e os gatos, um sofá gigante, duas mantinhas (uma verde e uma cor-de-rosa), mãos entrelaçadas e toda a ternura.
Afinal, gosto do Carnaval.
Diz que disse
Joanissima is in the house
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Palavras para quê?
"O melhor é não olhar para a cueca dele durante uns tempos. Cueca de africano é muito forte."
Luciana Abreu, in Tv Guia, com destaque (óbvio) em letras gordas a meio do texto.
(e antes que perguntem, sim, eu comprei a Tv Guia. Trazia um facalhão enorme de oferta e, depois de frases destas, pode dar jeito para uma jugularzita ou outra)
Luciana Abreu, in Tv Guia, com destaque (óbvio) em letras gordas a meio do texto.
(e antes que perguntem, sim, eu comprei a Tv Guia. Trazia um facalhão enorme de oferta e, depois de frases destas, pode dar jeito para uma jugularzita ou outra)
Diz que disse
E não digas que vais daqui ok?
Não, a sério
expliquem-me lá... é assim tão espectacular ter um smart-phone? Muda assim tanto a vida de um cristão?
E as teclas? Ninguém sente falta das teclas? Ninguém tem receio de uma policiazinha técnica recolher impressões digitais que se vêem a olho despido? Ninguém sente falta de conduzir e mandar um sms ao mesmo tempo sem ter que olhar para o ecran?
Serei eu uma nostálgica ou uma antiquada?
E as teclas? Ninguém sente falta das teclas? Ninguém tem receio de uma policiazinha técnica recolher impressões digitais que se vêem a olho despido? Ninguém sente falta de conduzir e mandar um sms ao mesmo tempo sem ter que olhar para o ecran?
Serei eu uma nostálgica ou uma antiquada?
Diz que disse
Dúvidas que me fazem car-jacking
I am a woman in love
Nota-se muito que sou apaixonada pelo meu Brad?? : )
Diz que disse
Há-de haver comprimidos p'ra isto,
Uuuuui
Sun shinny day
Bem sei que a chuva faz muita falta e que estes dias de sol, mais cedo ou mais tarde, nos hão-de custar muito caro... Mas, enquanto o sol brilha lá fora, é aproveitar este quentinho na cara e no coração, é tomar o pequeno almoço na varanda, é arejar cobertores e colchas e edredons e tapetes, é abrir janelas de par em par e é deixar entrar a luz nos nossos dias, em franco estágio para os dias escuros e sombrios que se avizinham.
Sol e frio são uma combinação do caneco.
Dias perfeitos, asseguro-vos eu.
Sol e frio são uma combinação do caneco.
Dias perfeitos, asseguro-vos eu.
Diz que disse
As coisas que eu sei hã??
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Serão de Domingo à noite
E eles aqui estão, à minha beira, a ver o Johnny English.
Eh pá embirro com o raça do homem.
Já o detestava enquanto Xor Feijão e continuo a detestá-lo enquanto João Inglês.
Quantas pessoas dizem, sem ter que pensar muito, o nome do actor? Olha, já foste ver o Johnny English? É com o Mr. Bean... Por favor!! Quão mais triste se pode ser? (ok, pode, principalmente se se viver em Portugal, mas isso é toda uma outra história)
A culpa há-de ser minha, claro, a julgar pelas gargalhadas que eles estão praqui a verter.
Adoro humor britânico mas isto para mim é apenas parvinho. Muito parvinho, vá. Parvinho até dizer chega, na verdade.
Pior só mesmo o Benny Hill. Um vómito, esse.
Diz que disse
Joanissima is in the house
sábado, 18 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Memories (light the corners of my mind)
A última vez que me mascarei de Carnaval corria o magnífico ano de dois mil.
Combinou-se um jantar de amigos e o dress-code era ir mascarado.
Havia um zorro com a máscara feita a partir de uma t-shirt preta, um palhaço fantástico de calças de ganga por baixo das calças largueironas, uma velhinha com pó de talco no cabelo e com uma corcundice forçada, um pajem de lentes verdes e outros que não me marcaram tanto.
Eu vesti-me de preto, um xaile garrido, brincos grandes, maquilhagem de puta, e lá fui eu.
Jantámos num restaurante da Baixa, e os espanhois da mesa do lado perguntaram-me de que estava eu mascarada. Disse-lhes que estava vestida de Severa e eles não sabiam quem era. Expliquei-lhes.
- Ah, tipo a Amália?
- Não, disse eu, nada nem ninguém é como a Amália.
E então cantei-lhes um fado, de perna à mostra em cima da cadeira.
E foi assim que ganhei um jantar de graça, numa noite fria de carnaval, há muitos anos atrás.
Combinou-se um jantar de amigos e o dress-code era ir mascarado.
Havia um zorro com a máscara feita a partir de uma t-shirt preta, um palhaço fantástico de calças de ganga por baixo das calças largueironas, uma velhinha com pó de talco no cabelo e com uma corcundice forçada, um pajem de lentes verdes e outros que não me marcaram tanto.
Eu vesti-me de preto, um xaile garrido, brincos grandes, maquilhagem de puta, e lá fui eu.
Jantámos num restaurante da Baixa, e os espanhois da mesa do lado perguntaram-me de que estava eu mascarada. Disse-lhes que estava vestida de Severa e eles não sabiam quem era. Expliquei-lhes.
- Ah, tipo a Amália?
- Não, disse eu, nada nem ninguém é como a Amália.
E então cantei-lhes um fado, de perna à mostra em cima da cadeira.
E foi assim que ganhei um jantar de graça, numa noite fria de carnaval, há muitos anos atrás.
Diz que disse
Dar de beber à dor é o melhor
Gente
Há gente que, por muito que façamos, por muito que sigamos as regras todas, por muito que tentemos melhorar, nunca nada chega, nunca nada é suficientemente bom.
Podemos fazer o pino, balouçar-nos num ou noutro candeeiro, agarrar-nos (desesperadamente) a um rasgo pequenino que (auto)entusiasmo e, mesmo assim, parece que nunca acertamos, parece que nunca nada está bem, que nunca nada é passível de ser elogiado ou apreciado.
Essa é gente pequenina de carácter que não sabe conduzir os seus semelhantes a um lugar mais além. É gente que vive na escura sombra do seu umbigo e da sua pequenez e tenta, todos os dias, apequenar os outros.
É gente.
Ser pessoa é tão incomensuravelmente mais…
Podemos fazer o pino, balouçar-nos num ou noutro candeeiro, agarrar-nos (desesperadamente) a um rasgo pequenino que (auto)entusiasmo e, mesmo assim, parece que nunca acertamos, parece que nunca nada está bem, que nunca nada é passível de ser elogiado ou apreciado.
Essa é gente pequenina de carácter que não sabe conduzir os seus semelhantes a um lugar mais além. É gente que vive na escura sombra do seu umbigo e da sua pequenez e tenta, todos os dias, apequenar os outros.
É gente.
Ser pessoa é tão incomensuravelmente mais…
Diz que disse
Eu dou-me com gente muito estranha
Da subtileza da TPM
Não há cá conversa.
Quando o assunto é chocolate, este é o meu eleito.
Sou-lhe fiel e não há cá ferrerosrrochê que o destrone.
Há lá coisa mai' boa??.
Quando o assunto é chocolate, este é o meu eleito.
Sou-lhe fiel e não há cá ferrerosrrochê que o destrone.
Há lá coisa mai' boa??.
Diz que disse
Há-de haver comprimidos p'ra isto
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Desemprego
14%??
Catorze por cento????
Mais de setecentos e sessenta mil desempregados???
Putaquepariu!!!
Catorze por cento????
Mais de setecentos e sessenta mil desempregados???
Putaquepariu!!!
Diz que disse
Este País está a saque
A fashionista que (também) há em mim
Nunca gostei de ver homens com muitos adornos.
Acho parolo homens de colar, de pulseirinha de couro, de anelzinho no polegar.
Eu, tradicionalista assumida, gosto de homens com ar de homens, apenas e só um bocadinho metrossexuais, pouco femininos e que gostam de ser homens.
Faço aqui a honrosa excepção à aliança de ouro na mão esquerda que, reconheço, dá um charme desgraçado a qualquer homem.
Mas, la creme de la creme, é esta mania horrenda que alguns homens têm de usar anel de curso. Aqui, na (minha) cidade dos doutores, é frequente ver homens com pedregulhos coloridos no dedo anelar da mão direita ou, pasme-se, por cima da aliança. As cores, evidentemente, variam em função do curso. Medonho. Como se o profissionalismo e o talento para exerce determinada profissão se pudesse ver assim, a olho nu, observando as mãos de uma criatura.
É que lhes confere assim um ar de mafiosos de quinta categoria (que alguns são, vá) que lhes retira muita (ui, tanta) da credibilidade que eles acham que transportam naquele anel.
Homens, a sério, anéis de curso, definitivamente, não!
Acho parolo homens de colar, de pulseirinha de couro, de anelzinho no polegar.
Eu, tradicionalista assumida, gosto de homens com ar de homens, apenas e só um bocadinho metrossexuais, pouco femininos e que gostam de ser homens.
Faço aqui a honrosa excepção à aliança de ouro na mão esquerda que, reconheço, dá um charme desgraçado a qualquer homem.
Mas, la creme de la creme, é esta mania horrenda que alguns homens têm de usar anel de curso. Aqui, na (minha) cidade dos doutores, é frequente ver homens com pedregulhos coloridos no dedo anelar da mão direita ou, pasme-se, por cima da aliança. As cores, evidentemente, variam em função do curso. Medonho. Como se o profissionalismo e o talento para exerce determinada profissão se pudesse ver assim, a olho nu, observando as mãos de uma criatura.
É que lhes confere assim um ar de mafiosos de quinta categoria (que alguns são, vá) que lhes retira muita (ui, tanta) da credibilidade que eles acham que transportam naquele anel.
Homens, a sério, anéis de curso, definitivamente, não!
Diz que disse
As coisas que eu sei hã??
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Eu tenho amigas que são verdadeiras ostras, é o que é
E no meio de um desabafo, de um queixume, de um lamento, ela chega de mansinho, terna e doce como era seu hábito, tentando aliviar a angústia, consolando os fracos e os oprimidos, apontando caminhos e soluções.
E, no meio de todas aquelas orações, num contexto todo ele de entrega e de redenção, ela cospe esta pérola:
"eu gosto com marmelada a sair dos buraquinhos".
E sim, isto tem um contexto, mas a minha mente distorcida tratou de isolar esta pérola, colá-la aqui (com as devidas autorizações) e permitir-vos uma noite plena de criatividade e especulação.
Obrigada e boa noite.
E, no meio de todas aquelas orações, num contexto todo ele de entrega e de redenção, ela cospe esta pérola:
"eu gosto com marmelada a sair dos buraquinhos".
E sim, isto tem um contexto, mas a minha mente distorcida tratou de isolar esta pérola, colá-la aqui (com as devidas autorizações) e permitir-vos uma noite plena de criatividade e especulação.
Obrigada e boa noite.
Diz que disse
Eu dou-me com gente muito estranha
Em verdade vos digo,
custa muito (mas mesmo muito) menos beber três garrafas de meio litro de água, do que emborcar (expressão fina, hun? assim quase ao nível do enfiarplagoelaabaixo) uma garrafa de litro e meio dela.
Diz que disse
As coisas que eu sei hã??
Be my valentine
Ontem, porque diz que era dia dos namorados, decidi mimar os bichos, que nos amam sempre de forma incondicional, que nunca ficam de tromba (tirando os elefantes, mas esses não contam, porque não é fácil tropeçar num elefante na rua a menos que se more numa savana africana e, se assim for, duvido muito que se apanhe internet assim à maluca), nunca guardam rancores nem memórias nem coisas feias.
Os bichos (e eu tenho lá um assim, por isso posso falar à vontadinha) às vezes são um bocado estúpidos, mordem sem se perceber muito bem porquê mas, no segundo a seguir, já se estão a enroscar nas nossas pernas, a pedir coçadelas na cabeça e, por isso mesmo, se há amor que se deve celebrar é este amor aos bichos.
Ontem fui ao supermercado para comprar umas coisinhas para o jantar romântico que queria preparar para o Brad, e vi lá o mesmo cãozinho de sempre. Abandonado, certamente, faminto, magérrimo. Um dó. Não tivesse eu a casa habitada pelos meus felinos, e o cão já lá morava hà muito.
E eu, que me comovo por tudo e por nada (como o Coronel do Vitorino), saí do supermercado com os ingredientes necessários para o jantar romântico que ia preparar para o meu Brad mas, também, com uma lata de 500 gr. de comida húmida que abri ali, para ele. Quase não deu tempo de lhe pôr a comida num recipiente improvisado, tamanha era a fome. Fiquei com medo que cortasse a língua na lata aberta, tal era a sofreguidão com que comia.
Fiz-lhe uma festinha e deixei-o lá, a saborear aquele lanche de dia dos namorados e fui para casa convicta que, verdadeiramente, ontem celebrei mesmo o Amor.
Os bichos (e eu tenho lá um assim, por isso posso falar à vontadinha) às vezes são um bocado estúpidos, mordem sem se perceber muito bem porquê mas, no segundo a seguir, já se estão a enroscar nas nossas pernas, a pedir coçadelas na cabeça e, por isso mesmo, se há amor que se deve celebrar é este amor aos bichos.
Ontem fui ao supermercado para comprar umas coisinhas para o jantar romântico que queria preparar para o Brad, e vi lá o mesmo cãozinho de sempre. Abandonado, certamente, faminto, magérrimo. Um dó. Não tivesse eu a casa habitada pelos meus felinos, e o cão já lá morava hà muito.
E eu, que me comovo por tudo e por nada (como o Coronel do Vitorino), saí do supermercado com os ingredientes necessários para o jantar romântico que ia preparar para o meu Brad mas, também, com uma lata de 500 gr. de comida húmida que abri ali, para ele. Quase não deu tempo de lhe pôr a comida num recipiente improvisado, tamanha era a fome. Fiquei com medo que cortasse a língua na lata aberta, tal era a sofreguidão com que comia.
Fiz-lhe uma festinha e deixei-o lá, a saborear aquele lanche de dia dos namorados e fui para casa convicta que, verdadeiramente, ontem celebrei mesmo o Amor.
Diz que disse
E não digas que vais daqui ok?
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Dia especial
em que celebro o amor.
E este amor, nada tem que ver com o Dia dos Namorados.
Hoje é (e será sempre) um dia especial para mim porque faz anos a melhor irmã do mundo: a minha.
Parabéns, Mana.
Às vezes apetece-me muito bater-te, é verdade, és chata cumó caraças, mas és a minha única irmã e, apesar der todos os teus defeitos (que em tanto contrastam com as minhas inúmeras qualidades) amo-te todos os dias e tenho muito orgulho na pessoa maravilhosa que és e na guerreira que me mostras ser, todos os dias.
Feliz dia, Mana Linda.
E este amor, nada tem que ver com o Dia dos Namorados.
Hoje é (e será sempre) um dia especial para mim porque faz anos a melhor irmã do mundo: a minha.
Parabéns, Mana.
Às vezes apetece-me muito bater-te, é verdade, és chata cumó caraças, mas és a minha única irmã e, apesar der todos os teus defeitos (que em tanto contrastam com as minhas inúmeras qualidades) amo-te todos os dias e tenho muito orgulho na pessoa maravilhosa que és e na guerreira que me mostras ser, todos os dias.
Feliz dia, Mana Linda.
Diz que disse
E não digas que vais daqui ok?
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Em verdade vos digo
aquele que concebeu os Filipinos, deveria ser açoitado, várias vezes, com um talo de aipo fresquinho, para que jamais se esquecesse que o pecado perece perante a virtude.
Diz que disse
As coisas que eu sei hã??
Sueca
Foi um serão diferente. Depois de trinta jogos, ganharam as mulheres, claro está, e moeram-se os homens.
Do jogo, relembrarei sempre as palavras do meu Pai, que me ensinou a jogar: "a sueca foi inventada por mudos" e, à célebre frase "quem é a jogar?", a resposta pronta: "é sempre o burro que fala".
Nunca gostei, confesso, de jogos de cartas. A minha praia são mesmo jogos de sociedade.
Mas estar assim, em Família, entre insultos fofinhos, cigarros, bolachas e aguardente, soube-me pela vida.
Se isto continua assim, para a próxima, arrasamos no dominó.
Do jogo, relembrarei sempre as palavras do meu Pai, que me ensinou a jogar: "a sueca foi inventada por mudos" e, à célebre frase "quem é a jogar?", a resposta pronta: "é sempre o burro que fala".
Nunca gostei, confesso, de jogos de cartas. A minha praia são mesmo jogos de sociedade.
Mas estar assim, em Família, entre insultos fofinhos, cigarros, bolachas e aguardente, soube-me pela vida.
Se isto continua assim, para a próxima, arrasamos no dominó.
Diz que disse
Eu dou-me com gente muito estranha
sábado, 11 de fevereiro de 2012
recadinho
ao anormal (e sim, eu sei que és tu) que insiste em me ligar, de um número anónimo, e que depois de ouvir a minha voz desliga, apenas duas palavras: "drop dead"!
Diz que disse
As coisas que eu sei hã??
To rest
Durante a semana, a mulher moderna que há em mim, faz refeições saudáveis e práticas.
Pois que um peixe assado, um arroz de polvo, um rolo de carne, um frango de caril. Pois que uma sopa de feijão verde, uma sopa de espinafres, uma sopa portuguesa. Nada de sobremesas.
Uma linda.
Mas, ao fim-de-semana, a beirã que mora aprisionada em mim, consola-se.
Jantar de Sábado e almoço de Domingo têm que ser sempre especiais.
Chanfana, feijoada de sames, arroz de pato à antiga, bacalhau à São Lourenço. Tarte de maçã, mousse de lima, crumble de ananás.
Os meus fins-de-semana são sempre dias de abundância. Abundância de mesa, de mimos, de Família e de felicidade.
Pois que um peixe assado, um arroz de polvo, um rolo de carne, um frango de caril. Pois que uma sopa de feijão verde, uma sopa de espinafres, uma sopa portuguesa. Nada de sobremesas.
Uma linda.
Mas, ao fim-de-semana, a beirã que mora aprisionada em mim, consola-se.
Jantar de Sábado e almoço de Domingo têm que ser sempre especiais.
Chanfana, feijoada de sames, arroz de pato à antiga, bacalhau à São Lourenço. Tarte de maçã, mousse de lima, crumble de ananás.
Os meus fins-de-semana são sempre dias de abundância. Abundância de mesa, de mimos, de Família e de felicidade.
Diz que disse
Joanissima is in the house
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Hoje
tornou-se um daqueles dias em que rezo muito para que Deus me dê muita paciência. Porque, como diz o outro, se Deus me dá força... eh pá, eu não respondo por mim.
Diz que disse
Eu dou-me com gente muito estranha
Firme e hirta
Há pessoas que acham que as suas atitudes (tristes), os seus gestos (malcriados) e a sua postura (dissimulada), condicionam a felicidade dos outros.
Pois em verdade vos digo que, no que me diz respeito, tudo isso me entusiasma a subir mais alto.
É quando vejo o pior dos outros que me apercebo e que valorizo o meu (tão) melhor.
Pois em verdade vos digo que, no que me diz respeito, tudo isso me entusiasma a subir mais alto.
É quando vejo o pior dos outros que me apercebo e que valorizo o meu (tão) melhor.
Diz que disse
Eu dou-me com gente muito estranha
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
I (don't) see dead people
De há uns dias a esta parte entro na minha cozinha e cheira-me a morgue. Tenho, certamente, algo que jaz morto num sitio recôndito daquele meu espaço.
Já percorri, com o nariz, cada centímetro de chão, de azulejo, de trás de móveis e de máquinas, mas não acho o cadáver. Até pedi à minha Isabelinha que passasse também a pente fino tudo e mais um parzinho de botas e nicles.
Ninguém dá com o corpo.
A ver pelo cheiro há-de ser alguma coisa de médio porte. Um pássaro? Um bacalhau? Um frango? Meia sogra? Não faço ideia!
Raismapartam se, logo à noite, não liberto a Catherine Willows que há em mim e, de escova de blush (que não uso) em riste, de rolo de fita-cola em punho, não trato de sacar impressões digitais, fios de cabelo, pilosidades várias, migalhas, penas, tudo o que houver para sacar, e descubro o morto que habita a minha cozinha.
Isso ou, vá, me armo em Bob o Construtor e desmonto o lava-louças e o forno.
(e agora passava a musiquinha do The Who só para dar estilo…)
Já percorri, com o nariz, cada centímetro de chão, de azulejo, de trás de móveis e de máquinas, mas não acho o cadáver. Até pedi à minha Isabelinha que passasse também a pente fino tudo e mais um parzinho de botas e nicles.
Ninguém dá com o corpo.
A ver pelo cheiro há-de ser alguma coisa de médio porte. Um pássaro? Um bacalhau? Um frango? Meia sogra? Não faço ideia!
Raismapartam se, logo à noite, não liberto a Catherine Willows que há em mim e, de escova de blush (que não uso) em riste, de rolo de fita-cola em punho, não trato de sacar impressões digitais, fios de cabelo, pilosidades várias, migalhas, penas, tudo o que houver para sacar, e descubro o morto que habita a minha cozinha.
Isso ou, vá, me armo em Bob o Construtor e desmonto o lava-louças e o forno.
(e agora passava a musiquinha do The Who só para dar estilo…)
Diz que disse
Joanissima is in the house,
Nervos à flor da pele
Nenucos
No meio de (já) tanta especulação sobre qual será o nome escolhido para a segunda criança do casal Lucidjó, ocorreu-me que isto do bom gosto (e do bom senso, já agora) vem da infância.
As minhas bonecas sempre tiveram nomes normais. Ele era a Margarida (uma ursa vermelha, linda, que punha o polegar na boca de boneca insuflável), ele era o Carlitos (o único boneco rapaz que existia lá em casa), ele era a Nela (uma boneca com corpo de trapos e braços e pernas de boneca com umas tranças louras maravilhosas), ele eram as clássicas Nancy e Tucha (sendo que a Nancy era, de longe, a minha favorita) a quem mantive os nomes que vinham nas caixas, ele era uma bebé careca (com brincos de pérolas e lacinha colada na cabeça) de seu nome Ana Maria (tusimplesmentedesprezastetantoamorqueeutedei), ele eram bonecas menos amadas por mim mas com nomes igualmente normais: Luisinha, Sofia, Lili e uma Emília.
Hoje, as crianças nascem já com as influências mediáticas todas.
Na turma da minha herdeira os Nenucos continuam a fazer sucesso. E, no meio de uma Laura, de uma Leonor e de um Pedro, há um... Cristiano Rafael.
Promete.
As minhas bonecas sempre tiveram nomes normais. Ele era a Margarida (uma ursa vermelha, linda, que punha o polegar na boca de boneca insuflável), ele era o Carlitos (o único boneco rapaz que existia lá em casa), ele era a Nela (uma boneca com corpo de trapos e braços e pernas de boneca com umas tranças louras maravilhosas), ele eram as clássicas Nancy e Tucha (sendo que a Nancy era, de longe, a minha favorita) a quem mantive os nomes que vinham nas caixas, ele era uma bebé careca (com brincos de pérolas e lacinha colada na cabeça) de seu nome Ana Maria (tusimplesmentedesprezastetantoamorqueeutedei), ele eram bonecas menos amadas por mim mas com nomes igualmente normais: Luisinha, Sofia, Lili e uma Emília.
Hoje, as crianças nascem já com as influências mediáticas todas.
Na turma da minha herdeira os Nenucos continuam a fazer sucesso. E, no meio de uma Laura, de uma Leonor e de um Pedro, há um... Cristiano Rafael.
Promete.
Diz que disse
As coisas que eu sei hã??,
Joanissima is in the house
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Teorema de Pitágoras
Eu confesso. Toda a vida odiei matemática com todas as forças do meu ser. Não conseguia ver utilidade prática naquelas fracções, equações e outros ões semelhantes.
A última vez que tive contacto com essa disciplina do demo foi no 9º ano. Faava-se nessa altura, entre outras coisas, do teorema de Pitágoras. Sim, esse velho de Siracusa, carregadinho de netos.
A Sra. D. Regina mandou-me ao quadro para eu resolver um problema que envolvia o ansião. Ora, esta que agora vos escreve, já na altura, achava muito mais interessante a Poesia, os contos do Dickens e a Perestroika. Não fazia ideia do conteúdo do teorema nem achava que isso me poderia trazer alguma felicidade. Claramente, até hoje, sinto que não me enganei. Mas, a Sra. D. Regina não era da minha opinião. E, portanto, à minha gritante ignorância, mandou-me, de castigo, escrever no cadermo cem vezes o dito teorema.
Pois em verdade vos digo que, ainda hoje, é das únicas coisas que me lembro de matemática. Sei-o ainda hoje, na pontinha da língua, como se o tivesse memorizado ontem.
Continuo sem perceber a sua utilidade prática mas, lá que o sei de cor, lá isso sei.
Olarecas.
A última vez que tive contacto com essa disciplina do demo foi no 9º ano. Faava-se nessa altura, entre outras coisas, do teorema de Pitágoras. Sim, esse velho de Siracusa, carregadinho de netos.
A Sra. D. Regina mandou-me ao quadro para eu resolver um problema que envolvia o ansião. Ora, esta que agora vos escreve, já na altura, achava muito mais interessante a Poesia, os contos do Dickens e a Perestroika. Não fazia ideia do conteúdo do teorema nem achava que isso me poderia trazer alguma felicidade. Claramente, até hoje, sinto que não me enganei. Mas, a Sra. D. Regina não era da minha opinião. E, portanto, à minha gritante ignorância, mandou-me, de castigo, escrever no cadermo cem vezes o dito teorema.
Pois em verdade vos digo que, ainda hoje, é das únicas coisas que me lembro de matemática. Sei-o ainda hoje, na pontinha da língua, como se o tivesse memorizado ontem.
Continuo sem perceber a sua utilidade prática mas, lá que o sei de cor, lá isso sei.
Olarecas.
Diz que disse
As coisas que eu sei hã??
(...)
Um dia, quando eu for grande, quero ser como a minha Mãe: bonita, serena, meiga e, principalmente, a transbordar de Amor.
Diz que disse
E não digas que vais daqui ok?
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Ser mulher nem sempre é espectacular,
e que o diga eu, que adoro esta condição de fêmea que a sementinha de papai me deu, mas que nos dias frios me desespera imensamente.
Os homens não sabem a sorte que têm de, e tendo em consideração que neste país há a (estranha) mentalidade de apenas aquecer a divisão onde se está (o que exclui casas de banho e afins), terem que pôr apenas uma piloquita de fora (e digo piloquita porque é sabido que ela encolhe com o frio, transformando qualquer digno senegalês num murcho asiático) e não todo um rabo, toda uma meia perna e sabe-se lá mais o quê, para fazer um singelo xixi.
Sou contra! Tenho a dizer que, no dia em que inventarem umas calças para mulher, daqueles tipo babygrow, com molas entre pernas, eu compro. Não há nada pior que estar aflitinha para fazer um xixi daqueles que já não dá para aguentar, e ter que despir meio corpo para cumprir essa tarefa.
A anatomia feminina tem erros que nem o bom Deus entende.
Os homens não sabem a sorte que têm de, e tendo em consideração que neste país há a (estranha) mentalidade de apenas aquecer a divisão onde se está (o que exclui casas de banho e afins), terem que pôr apenas uma piloquita de fora (e digo piloquita porque é sabido que ela encolhe com o frio, transformando qualquer digno senegalês num murcho asiático) e não todo um rabo, toda uma meia perna e sabe-se lá mais o quê, para fazer um singelo xixi.
Sou contra! Tenho a dizer que, no dia em que inventarem umas calças para mulher, daqueles tipo babygrow, com molas entre pernas, eu compro. Não há nada pior que estar aflitinha para fazer um xixi daqueles que já não dá para aguentar, e ter que despir meio corpo para cumprir essa tarefa.
A anatomia feminina tem erros que nem o bom Deus entende.
Diz que disse
Joanissima is in the house
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
(in)Justiça
A propósito desta notícia e de outras notícias como esta, fico sempre a pensar que é muito irritante sermos um País de brandos costumes.
Estivéssemos nós nos (radicais) Estados Unidos da América e era ver esta criatura a apanhar três prisões perpétuas, não fosse a primeira não correr bem por qualquer razão.
Eu acho que temos um sistema judicial que é, usando uma expressão técnico-jurídica, coninhas.
É inadmissível que as molduras penais sejam tão boazinhas, feitas a pensar no bem estar e na reintegração dos arguidos-coitadinhos, e nunca a pensar no ressarcimento dos danos da vítima, ou numa medida preventiva que sirva de exemplo aos que tiverem as mesmas ideias peregrinas.
É certo que usando a máxima bíblica de "olho por olho e dente por dente" estaríamos todos cegos e desdentados mas, por outro lado, ninguém se riria de ninguém, e o sentimento de justiça feita, serenaria o coração, por exemplo, destes pais que perderam os seus filhos às mãos de um alucinado qualquer.
E sim, deve ser por causa deste meu mau feitio (salazarista) que o Passos Coelho não me chegou a telefonar para me convidar para assumir a pasta da Justiça. Ele sabe que eu não bato bem.
Estivéssemos nós nos (radicais) Estados Unidos da América e era ver esta criatura a apanhar três prisões perpétuas, não fosse a primeira não correr bem por qualquer razão.
Eu acho que temos um sistema judicial que é, usando uma expressão técnico-jurídica, coninhas.
É inadmissível que as molduras penais sejam tão boazinhas, feitas a pensar no bem estar e na reintegração dos arguidos-coitadinhos, e nunca a pensar no ressarcimento dos danos da vítima, ou numa medida preventiva que sirva de exemplo aos que tiverem as mesmas ideias peregrinas.
É certo que usando a máxima bíblica de "olho por olho e dente por dente" estaríamos todos cegos e desdentados mas, por outro lado, ninguém se riria de ninguém, e o sentimento de justiça feita, serenaria o coração, por exemplo, destes pais que perderam os seus filhos às mãos de um alucinado qualquer.
E sim, deve ser por causa deste meu mau feitio (salazarista) que o Passos Coelho não me chegou a telefonar para me convidar para assumir a pasta da Justiça. Ele sabe que eu não bato bem.
Diz que disse
Este País está a saque
Antes e depois
Então e aquelas pessoas que, nos belos tempos de faculdade, eram uns imberbezinhos borbulhentos e desinteressasntes e, com a idade, se transformaram em pessoas bonitas, amorosas e cheias de pinta?
O feicebuque prega-me sustos maravilhosos, é o que eu tenho a dizer...
A idade, ao contrário do que se diz por aí, é muito generosa com as pessoas.
O feicebuque prega-me sustos maravilhosos, é o que eu tenho a dizer...
A idade, ao contrário do que se diz por aí, é muito generosa com as pessoas.
Diz que disse
Eu dou-me com gente muito estranha
Curta (e enorme) verdade
As pessoas graxistas dão-me náuseas e isto não é um eufemismo.
Diz que disse
As coisas que eu sei hã??
domingo, 5 de fevereiro de 2012
E perguntam vocês,
com os nervos, então ó Joaníssima, arrumaste os armários (aqueles a que te proposeste) todos? E aquela roupa da cadeira, está tratada?
Em verdade vos digo, enquanto aquele íman no meu sofá não for desactivado, a minha vida será sempre controlada por ele. Eu tento, eu luto, mas a minha sala tem uma espécie de criptonite (embora num tom de verde mais bonito, credo!!) e eu fico fraquinha e incapaz de reagir.
Coitadinha de mim.
Em verdade vos digo, enquanto aquele íman no meu sofá não for desactivado, a minha vida será sempre controlada por ele. Eu tento, eu luto, mas a minha sala tem uma espécie de criptonite (embora num tom de verde mais bonito, credo!!) e eu fico fraquinha e incapaz de reagir.
Coitadinha de mim.
Diz que disse
Joanissima is in the house
Mito urbano
Sabem aquele dito que afirma que andar de bicicleta é como andar de bicicleta... nunca se esquece?
É mentira. Esquece sim senhora!
Eu, que quando era miúda, andava de bicicleta como se não houvesse outro meio de transporte (e não havia, na verdade, sendo que a autonomia era e é um bem precioso), hoje em dia, morro de medo só de me sentar em cima dela.
É triste.
É mentira. Esquece sim senhora!
Eu, que quando era miúda, andava de bicicleta como se não houvesse outro meio de transporte (e não havia, na verdade, sendo que a autonomia era e é um bem precioso), hoje em dia, morro de medo só de me sentar em cima dela.
É triste.
Diz que disse
Joanissima is in the house
Frio polar
Diz que era este fim-de-semana...
Esteve frio? Mesmo muito? Foi?
Não faço ideia... Não pus um pé na varanda, sequer.
Entre arrumações, filmes, gatos no colo e mimos, não faço ideia da temperatura que esteve para lá das minhas janelas.
Ele há vidas boas, é o que é.
Esteve frio? Mesmo muito? Foi?
Não faço ideia... Não pus um pé na varanda, sequer.
Entre arrumações, filmes, gatos no colo e mimos, não faço ideia da temperatura que esteve para lá das minhas janelas.
Ele há vidas boas, é o que é.
Diz que disse
Joanissima is in the house
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Das memórias
Muitas vezes tenho uma sensação, que me invade assim, como um arrepio, que me chega através de um cheiro, de uma música, de uma poesia ou de uma recordação.
Claro que, depois de devidamente saboreada, naqueles segundos que às vezes chegam a parecer-me semanas, corro para partilhar com alguém aquela sensação orgásmica e maravilhosa.
Ligo ao Brad, mando mail às Amigas... Eh pá, vocês sabem lá a coisa maravilhosa que eu acabei de sentir... E sim, eles dizem que percebem, e até falamos sobre isso, mas a verdade é que, é quase impossível descrever a alguém aquela sensação deliciosa que me atravessou a alguém que não a sentiu. Mais do que não a ter sentido, não tem a minha herança no que às memórias diz respeito, e isso limita a compreensão dos outros em relação ao mais puro da nossa alma.
Esta coisa de ter um código genético, que é único e irrepetível, é extraordinário, sim senhor, mas não menos extrordinário também, é o código das nossas memórias, inscrito na nossa pele como uma tatuagem e que, à semelhança do genético, é também ele único e irrepetível.
Da minha história, por exemplo, por muito que outros tivessem partilhado as mesmas experiências, as minhas sensações foram apenas minhas, o que senti, o que vivi, o que aprendi foi apenas meu.
E, portanto, quando me emociono com as situações, quando rio com umas coisas e não com outras, quando chego perto desta pessoa e não daquela, é todo esse meu registo que está a funcionar em pleno.
Eu posso tentar explicar aquela espécie de orgasmo que sinto, que me chega através de um cheiro, de uma música, de um poesia ou de uma recordação. Mas ninguém, mesmo ninguém vai percebê-lo, valorizá-lo ou amá-lo tanto quanto eu.
E há qualquer coisa de simultaneamente mágico e triste, de fabuloso e melancólico, nesta coisa de ter orgamos destes, sozinha, sem poder partilhá-los, verdadeiramente, com ninguém.
Claro que, depois de devidamente saboreada, naqueles segundos que às vezes chegam a parecer-me semanas, corro para partilhar com alguém aquela sensação orgásmica e maravilhosa.
Ligo ao Brad, mando mail às Amigas... Eh pá, vocês sabem lá a coisa maravilhosa que eu acabei de sentir... E sim, eles dizem que percebem, e até falamos sobre isso, mas a verdade é que, é quase impossível descrever a alguém aquela sensação deliciosa que me atravessou a alguém que não a sentiu. Mais do que não a ter sentido, não tem a minha herança no que às memórias diz respeito, e isso limita a compreensão dos outros em relação ao mais puro da nossa alma.
Esta coisa de ter um código genético, que é único e irrepetível, é extraordinário, sim senhor, mas não menos extrordinário também, é o código das nossas memórias, inscrito na nossa pele como uma tatuagem e que, à semelhança do genético, é também ele único e irrepetível.
Da minha história, por exemplo, por muito que outros tivessem partilhado as mesmas experiências, as minhas sensações foram apenas minhas, o que senti, o que vivi, o que aprendi foi apenas meu.
E, portanto, quando me emociono com as situações, quando rio com umas coisas e não com outras, quando chego perto desta pessoa e não daquela, é todo esse meu registo que está a funcionar em pleno.
Eu posso tentar explicar aquela espécie de orgasmo que sinto, que me chega através de um cheiro, de uma música, de um poesia ou de uma recordação. Mas ninguém, mesmo ninguém vai percebê-lo, valorizá-lo ou amá-lo tanto quanto eu.
E há qualquer coisa de simultaneamente mágico e triste, de fabuloso e melancólico, nesta coisa de ter orgamos destes, sozinha, sem poder partilhá-los, verdadeiramente, com ninguém.
Diz que disse
Joanissima is in the house,
Quem é que escreveu isto??
Diário de uma constipação
corrente de ar
arrepio
vento frio
mudança brusca de temperatura
nariz entupido
garganta desidratada
respirar pela boca
ressonar
ardor no peito
tosse
falta de ar
ranho
muito ranho
(e, por fim, há um marido lindo e maravilhoso que vai à farmácia buscar xaropes com sabor a limão, e vicks vaporub que eu adoro, e faz chazinho de limao com mel das abelhas do tio Pedro, e a coisa amaina um pouco. Ainda assim a voz de call center de uma linha erótica, ninguém me tira.)
arrepio
vento frio
mudança brusca de temperatura
nariz entupido
garganta desidratada
respirar pela boca
ressonar
ardor no peito
tosse
falta de ar
ranho
muito ranho
(e, por fim, há um marido lindo e maravilhoso que vai à farmácia buscar xaropes com sabor a limão, e vicks vaporub que eu adoro, e faz chazinho de limao com mel das abelhas do tio Pedro, e a coisa amaina um pouco. Ainda assim a voz de call center de uma linha erótica, ninguém me tira.)
Diz que disse
Há-de haver comprimidos p'ra isto
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Morrer só (por dentro e por fora)
A propósito destas horrorosas notícias sobre velhinhos que morrem sozinhos (por dentro e por fora), tolhe-me a alma perceber que há gente assim tão só. É evidente que nas cidades isto tem toda uma outra dimensão. O isolamento é maior, as pessoas estão mais dispersas. Mas, ainda assim, como é possível existir tamanha crise de valores?
Há pouco, passou na RTP, um noticiário em formato especial que discutiu o tema. Numa das reportagens de exterior, uma senhora, com 88 anos, disse que vivia sozinha e que não via uma das filhas há mais de três anos. Como é possível não se visitar uma Mãe há tanto tempo? E, mais, como é possível não se telefonar, sequer?
Eu sei que não sou exemplo para ninguém. Falo ao telefone com a minha Mãe pelo menos três vezes por dia. E com a minha irmã, às vezes, até mais. Como o meu Pai costuma dizer, de cada vez que espirramos, ligamos umas às outras para contar. É quase isso, sim. Mas não é suposto? A nossa Família não é suposto ser o mais importante?
O Pedro Santana Lopes foi um dos convidados nesse programa. Teve uma intervenção final absolutamente notável. Entre outras coisas disse uma coisa, tão absurdamente evidente, que me chocou e me emocionou brutalmente: o amor tem que estar sempre em primeiro lugar.
Quando o amor estiver mesmo em primeiro lugar, os velhinhos até podem morrer sozinhos por fora, mas não morrerão sozinhos por dentro.
Há pouco, passou na RTP, um noticiário em formato especial que discutiu o tema. Numa das reportagens de exterior, uma senhora, com 88 anos, disse que vivia sozinha e que não via uma das filhas há mais de três anos. Como é possível não se visitar uma Mãe há tanto tempo? E, mais, como é possível não se telefonar, sequer?
Eu sei que não sou exemplo para ninguém. Falo ao telefone com a minha Mãe pelo menos três vezes por dia. E com a minha irmã, às vezes, até mais. Como o meu Pai costuma dizer, de cada vez que espirramos, ligamos umas às outras para contar. É quase isso, sim. Mas não é suposto? A nossa Família não é suposto ser o mais importante?
O Pedro Santana Lopes foi um dos convidados nesse programa. Teve uma intervenção final absolutamente notável. Entre outras coisas disse uma coisa, tão absurdamente evidente, que me chocou e me emocionou brutalmente: o amor tem que estar sempre em primeiro lugar.
Quando o amor estiver mesmo em primeiro lugar, os velhinhos até podem morrer sozinhos por fora, mas não morrerão sozinhos por dentro.
Diz que disse
Agora a sério e sem nervos
Descobri
que esta coisa de demolhar feijão, cozê-lo com um fio de azeite e uma cebola aos pedaços, e congelá-lo em doses determinadas em função das necessidades, é mais saboroso, mais prático e mais barato que essa coisa de comprar feijão em lata ou em frasco.
E, como posso controlar o tempo de cozedura, a tripa (e os narizes) cá de casa, agradece(m).
E, como posso controlar o tempo de cozedura, a tripa (e os narizes) cá de casa, agradece(m).
Diz que disse
As coisas que eu sei hã??
Eu tento,
juro.
Com este frio e com a constipação que estou a chocar, eu juro que eu tento.
A minha tentativa mais recente foi um que descobri agora, de côco.
Eu que adoro tudo o que seja/leve/tenha côco, achei que podia correr bem.
Mas não. Afinal, chá de côco não é uma boa experiência.
Para quando um chá que eu goste, senhores?
Com este frio e com a constipação que estou a chocar, eu juro que eu tento.
A minha tentativa mais recente foi um que descobri agora, de côco.
Eu que adoro tudo o que seja/leve/tenha côco, achei que podia correr bem.
Mas não. Afinal, chá de côco não é uma boa experiência.
Para quando um chá que eu goste, senhores?
Diz que disse
Joanissima is in the house
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
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