quinta-feira, 31 de julho de 2008

Curiosity killed the cat

Estou consumidinha em nervos para saber que raio quer o Aníbal comunicar hoje à Nação, que até o faz interromper as vacances. Nervos!!!!
O senhor sempre foi dado ao seu tabuzinho, é certo, mas, irra, a meio de Agosto, com um Verão que, já por si, dá nervos, é de trepar paredes abaixo.
Aníbal, tu não te aguentavas até Setembro, pela rentrée?
Passei o dia a conjecturar sobre a eventual temática.... Será para falar da Maddie? Das tertúlias xenófobas na Quinta da Fonte? Da estreia dos Gato Fedorento na Sic? Para se rir em uníssono com o resto do País da equipa maravilha que o Benfas apresentou? É que não estou mesmo a ver...

Assim sendo, quem me quiser encontrar hoje às 20h, é só procurar no meu sofá, comandozinho na mão, volume a fazer lembrar as alturas em que vejo/ouço o concerto dos U2 em Chicago e, se der tempo de a fazer, caipirinha em cima da mesa.
E, como dizem que a curiosidade matou o gato, ando copm esperanças que o estúpido miador do gato da vizinha ande com os nervos tão em franja como eu nesta matéria.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

O algodão não engana

Mas que raio de mania é esta da tichartezinha da moda, com a marquinha estampada nas costas tipo número de presidiário, ou ao peito, como se de uma condecoração do 10 de Junho se tratasse?
Para onde quer que se vá, ele é Sacoor e Porsche e Gant e Lacoste e Levi's em todo o lado, (algumas delas estrelas de cartaz na barraca mais chique da feira de Carcavelos...)
Além de escandalosamente caras (sendo certo que as da feira, ainda assim, vão soando mais em conta, e também dá para armar ao cuco na mesma), vai-se a ver e debotam de igual forma (para que não haja dúvidas, já testei esta minha teoria e confirma-se...), encolhem, esticam, coçam, esfarelam, enfim, tudinho igual às outras.
São mais bonitas, argumentará o imberbe leitor. Talvez. Mas eu tenho p'ra mim que aquelas assim mais sobriazinhas, sem folhinhas de trevo do Canadá ou crocodilozinhos, ou outros bordados do género (que não bilros ou ponto cruz, que uma vez uma amiga aqui da moça armou-se a bordar um crocodilo em meio-ponto e foi só rir), são ainda mais bonitas (porque discretas) e dão menos ar de armado-ao-pingarelho.
O que é feito daquelas tichartezinhas da "Serração/Carpintaria São José Já Trabalhou Aqui"? Ou daquelas branquitas da "Padaria C'a Ganda Broa"? Ele já não haverá das da "Construções Torre de Babel, Edifícios Que Não Parecem De Papel"? Aquilo sim, era algodão de qualidade, que não esticava nem mesmo a 60º!!!

Ai, saudadinhas do tempo que a qualidade era mais importante que as peneiras...

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Apontamento

Juan, és um tipo cheiinho de humor. Oferecer uma "camiseta" ao Hugo com a frase que até virou toque de telemóvel é, no mínimo, um gesto de alguém com muita, mas mesmo muita classe.

Estás lá, Juan!!
És o maior!!!

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Receita Chuning

1 carro velho
2 toneladas de mau gosto
1 aparelhagem estridente
5 cores berrantes e, de preferência, bem foleiras
1 lata de tinta preta para tatuar tinta
1 tubo de escape mutante
1 colectânea Summer Hit de DJ à escolha

Modo de preparação:

Pega-se num carro bem velhinho, tipo Fiat Uno, Renault 5 ou Citroen Saxo. A seguir, vende-se a um tipo com refinado mau gosto, de preferência com ar de futebolista frustrado, tatuagens em árabe e em chinês pelos braços fora, t-shirt pelo menos dois números abaixo do tamanho real, bícepes inchados, mamocas tipo 38 mas mais espalhadas, abdominais típicas de quem não faz mais nadinha na vida além de viver num ginásio rodeado de seguranças da night e tipos determinados em impressionar miúdas imberbes, cabelo curtinho e "mosquinha" debaixo do lábio inferior. Coloca-se-lhe dois calhauzinhos brilhantes nas orelhas, daqueles tipo vidro-a-armar-ao-diamante. Reserva-se.
Depois, pinta-se o carro de uma cor bem estridente tipo rosa choque, roxo, verde alface ou azul turquesa. Tatua-se um arabesco, de preferência tribal, numa das portas do lado.
Adultera-se um tubo de escape normal, de forma a ficar com, aproximadamente, o dobro do diâmetro e retirar-lhe de dentro uma polpazinha qualquer de forma a permitir que este produza o décaplo do som.
Dentro do veículo, coloca-se uma aparalheagem histérica, ligada a quatro colunas ultra potentes, daquelas que estremecem a cada pseudo-acorde de cada pseudo-música e coloca-se (sempre) no volume máximo. Introduz-se um CD de um DJ qualquer, de preferência com boa Vibe e passeia-se o carro, de vidros abertos (previamente fumados), pelas ruas mais movimentadas da cidade.
Coloca-se lá dentro o sujeito previamente reservado, meio deitado, braço de fora e de olhar a armar ao xiça-pá-que-eu-sou-mesmo-bom.

Serve-se de preferência à noite.

domingo, 20 de julho de 2008

Eu gosto é do Verão!!!

Ai o que eu gosto do Verão!!!!
Que bonito que é estar numa praia infestadinha de povo, com os francius armados em français aos gritos no areal, com as crianças aos guinchos a cada onda que rebenta, com os nadadores salvadores a suspirarem por uma ou outra Pamela que insiste em não aparecer....
Ai como é belo ver velhinhas de saia e de blusa de seda à beira mar, salgando as suas varizes patológicas, enquanto o maçarico, cá de cima, grita "bolinhas de berlim" e "bolacha americana" em pregões que já foram típicos e magníficos, mas cujos sinais do tempo transformaram numa ridícula tradição pela falta de jeito e de carisma que lhes assiste...
Que jeitoso que é ver os casalinhos de namorados imberbes, tentando disfarçar a tesão por debaixo dos seus muito fashion calções de banho da "De Puta Madre", roçando-se por cima das moças de diminutos bikinis e indo, depois, a correr muito para a água que ai-ai-ai- está cá um calor que não se pode.
E que agradável que é o odor da sardinha a invadir as esplanadas, e, em dias bons, o cheiro a churrasco e a óleo de fritar batatas... E depois que giro que é sentir a culpa a invadir os poros e, por vergonha ou timidez, pedir uma frutinha em vez de mergulhar naqueles gloriosos doces da casa que são iguais em todo o lado.

Ai, o Verão!! Essa magnífica altura do ano em que recolhemos as glórias de alguns meses de sacrifícios, em que mostramos o corpinho e o damos ao manifesto, em que nos esquecemos dos chefes, dos colegas, das cobras venenosas, das rotinas, das angústias que a chuva traz, das tristezas que o frio implica.
Ai o Verão!! Essa esplêndida estação do ano em que nos esquecemos que somos minúsculos peões do Engenheiro e nos transformamos, por duas ou três semanas, em poderosos líderes de nós mesmos.

O Verão é a melhor e a mais purista das Revoluções. Deixamos de ser quem não somos de facto, e deixamo-nos ser, por alguns dias, quem realmente somos. Sem complexos nem culpas. Emigrantes cretinos, crianças histéricas, nadadores-salvadores petulantes e parolos, velhinhas de varizes, vendedores de praia, namoradinhos de hormonas aos saltos, comilões gordurosos, amantes descontraídos, amigos sem horas, pais sem horários, refeições sem tempo, caipirinhas sem limites.

Só assim, nós. No nosso melhor e no nosso pior. Mas nós.
Sem máscaras.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Subornozinho

Eu achei que era mais um efeito do "sim, sim, estou mesmo a precisar de férias". Mas não. Quando hoje cumprimentei a D. Ângela e lhe pedi o Público, deparei-me com a maior vergonha da semana naquilo que se diz ser um Estado de Direito.
Eu ainda nem acredito bem, juro. É que, das duas, uma... Ou o Executivo também anda a barrar as tostas na manteiga e a sonhar com Sean Penn, ou Portugal está a saque, mesmo.

É nestas alturas que tenho mesmo vergonha de ser portuguesa.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Sim, sim, preciso de férias!!

Eu era muito moça para, um dia destes, ir jantar com o Sean Penn. Assim só os dois, climazinho íntimo e intimista, restaurantezinho pacato, vinho tinto, comida à séria (nada de nouvelle cuisine que um gajo rapa uma fome de cão e aqui a moça, para pagar couro e cabelo e ainda ter que desembolsar uns trocos na roulotte peganhenta de cachorros da esquina, não está para isso!!).
E o moço havia de me fazer aqueles olhinhos minúsculos que Deus lhe deu mas que têm uma pinta dos diabos, sobretudo porque estão cheios de ruguinhas à volta, e passava a mão no cabelo e eu dizia-lhe Sean, pá, como é que foi estar casdo com a Madonna? E ele sorriria e diria que eu não era a primeira pessoa a fazer-lhe aquela pergunta. E eu insistiria Ok, não sou original, mas diz-me lá, ela cozinha bem? E ele, que é um cavalheiro, mudaria de assunto e limitar-se-ia a responder que ela é uma mulher muito especial. Ora bolas, pensava eu enquanto retocava o baton ao espelho da casa de banho, que ela é especial toda a gente sabe. Grande vaca, com um corpo de cortar os pulsos e já com uma perna (ou duas) nos cinquenta.
E quando eu voltasse para a mesa, iria atirar a matar Ouve lá, o que é que te deu para teres feito o Vinte E Um Gramas? Estavas bêbedo ou a precisar muito de massa? E ele diria que o filme até nem é um mau filme e eu ia responder-lhe que há vida para além da tragédia e da miséria que o Iñárritu tem a mania de propagandear. E que, se aquilo é o espelho da realidade, eu vou ali e já venho porque das duas uma, ou eu tenho uma vida muito normal ou o mundo anda toda viradinho ao contrário. E ele dir-me-ia para eu ir, então, que sim, que eu tenho uma vida muito normal, anormalmente normal e eu diria Sim, sim, abelha, o que tu tens é inveja, pá!! E ele levantar-se-ia da mesa, passaria a mão (feia, por sinal, dedos horrorosos, o homem tinha que ter algum defeito para se saber que ele é real!!) nos cabelos meios compridos à frente (és lindo!!!!) e dir-me-ia que se eu não gosto do trabalho dele mais valia não estar a escrever este texto sobre ele e eu diria Vai-te foder, pá, tu aqui, só existes na minha imaginação, não te armes!! E ele sentava-se outra vez e dizia, Olha pois que é verdade, pede mais um tinto e deixa-te de merdas e passávamos o resto da noite a falar sobre o Mystic River e sobre aquele filme que nunca me lembro do nome cuja banda sonora era o Live To Tell. Sean, virava-me eu, dia 14 de setembro, queres ir ver a tua ex? E ele sorria com os olhos pequeninos e dizia, Ya, há séculos que não a vejo.

E depois eu batia com a cabeça na mesinha de cabeceira e eram sete e meia.
A vida não é justa. Nem cheguei a acertar os detalhes da viagem com ele.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Ele há coisas....

Há veneno que destila gente. Alguma dessa gent(inha)e, coexiste perto de mim.
É um privilégio poder assistir a estes fenómenos da natureza. Vai que um dia me dedico ao estudo da biologia (ou da antropologia? ou da acefalopatia? ou da estupidologia?) e tenho aqui matéria para um doutoramento (ou até, quiça, mais que isso, um mestrado!!!)
É porque gente a destilar veneno é giro, mas não é original... De certeza que já há estudos sobre isso. Agora, veneno a destilar gente...? Ah, pois é!!! Não é para qualquer um!!!

Sou uma moça cheiinha de sorte (e de talento, lá está).

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Wellcome Home, Ingrid!

A tua resistência é uma esperança extraordinária para a liberdade de todos.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Sabemos que estamos a precisar de férias...

... quando pegamos na tosta e a tentamos barrar na manteiga.