sábado, 26 de maio de 2012

Tenho medo

de pessoas com conjuntivite.
Eu, o Mr. Magoo encarnado (mas de coração preto ainda a comemorar a vitória da enorme Briosa) que uso óculos desde os cinco anos e lentes de contacto desde os dezasseis, quando vejo uma pessoa com conjuntivite fujo a sete pés.
Sim, é verdade, sou hipocondríaca federada mas, independentemente disso, este é o tipo de doença que, por ser altamente contagiosa, me dá um cagaço desgraçado.
Já me tem até acontecido ver uma ou outra pessoa em sofrimento e eu, convencida e arrepiada que fiquei que se tratava de uma conjuntivite, desato a correr dali para fora, não vão aquelas lágrimas e aquele vermelhão nos olhos apanhar-me desprevenida e, pior, obrigar-me a sair de casa sem lentes e de óculos.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

A música é um tudo.

Na minha rádio de fim de tarde (Star FM) há um programa chamado “Raio X”.
Consiste em entrevistar pessoas conhecidas todas as semanas, sobre as músicas da sua vida, que terão que ser cinco, uma por dia, em função dos dias úteis da semana.
Ora eu, que não posso ver nadinha, achei por bem dizer também qualquer coisinha a propósito disso mas, como não saberia eleger apenas cinco músicas da minha vida (que, caraças, é uma responsabilidade medonha… só cinco?? Cruzes!! Quem conseguirá eleger apenas cinco músicas?) optei por enumerar os cinco músicos da minha vida que sempre é um bocadinho mais fácil, mais justo, e mais abrangente.

- Paul Simon. Sempre, sempre, sem serem necessárias mais palavras.

- Caetano. Um poeta soberbo, um músico perfeito e o único homem que me faria divorciar.

- Sérgio Godinho. A minha paixão mais antiga, a magia das letras, a ternura dos conceitos e das definições.

- Ella Fitzgerald. A minha melhor máquina para viajar no (perfeito) tempo. A minha maior referência de música a sério.

- Bach. O perfeito dos perfeitos, com a poesia do som mais perfeita de sempre.


E, não sendo propriamente um desafio, como é convosco? Que gente, musicalmente falando, vos apaixona, vos emociona e vos arrebata? Quero saber.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Party Rock (is the the house tonight)

E pensar que foi só ontem que descobri o que querem dizer as iniciais LMFAO (o nome daquele conjunto - como diria a minha Avó - que agora anda por aí nas bocas - e nos pés - do povo).
Mais vale tarde do que nunca já que, esta coisa de ter uma cria pre-teen, me obriga a acompanhar as tendências realmente importantes, que vão muito para além das cores que se usam esta season (SS12) .

domingo, 20 de maio de 2012

Estou sem palavras!!!



Para todos os Academistas (e para o GRANDE Zé Barros, esteja ele onde estiver) hoje é dia da merecida glória!
Que orgulho, que emoção, que alegria!!

(posso aqui confessar que nunca me senti assim tão orgulhosa com nenhum jogo do FCP? Nunca me senti assim tão orgulhoso com nenhum jogo do FCP. Ou nervosa, vá.)

Diz que é o Santinni caseiro

e eu, que não sou moça para duvidar, estou aqui a babar perante a visão da dita "espuma de morango" que a minha Ana C. me sugeriu.
Já está no frio, à espera do depois de jantar, e tem um aspecto que sim senhor.
Confesso que já lá botei o indicador, provei, e estremeci, por isso antevejo que isto pode ser, como prometido, o êxtase dos êxtases.
Diz ela que dá convulsões, purisso, se nos próximos dias não vos disser nada, é porque, provavelmente, bati as botas (uma contra a outra, por cusa das convulsões).

sábado, 19 de maio de 2012

Manhãs de Sábado

Uma das coisas boas de ir ao Mercado é esta coisa maravilhosa de trazer flores frescas, brancas e outras, de pétalas multicolores, e encher a casa de Primavera e de Verão.
A parte má é que, invariavelmente, acabo sempre por (re)descobrir três coisas importantes:
 - Nunca tenho jarras suficientes para as flores que compro.
 - Os felinos são os maiores bisbilhoteiros da história dos bisbilhoteiros.
 - Ñão tenho jeitinho nenhum para fazer arranjos com as flores que trago.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Congrats

(também) porque te deverei sempre um pedacinho importante da minha felicidade, celebrarei sempre a tua felicidade como se fosse a minha porque, na verdade, é.
Quando os que amamos são felizes, nós também somos felizes.

Parabéns. Por seres, por existires, por me amparares e me iluminares.
Amo-te, sabes?



quinta-feira, 17 de maio de 2012

Desvirtuar o virtual

Ontem encontrei uma colega de faculdade que não via há muitos anos. Está mais bonita, mais simpática, mais muitas coisas que eu nunca tinha reparado antes. A vida não lhe tem sido fácil mas ela mantém-se ali, viva e guerreira como temos mesmo que saber ser.

Pensei sobre ela, sobre o resto do povo que ali andava, e percebi que, da faculdade, trouxe poucos amigos. Pouquíssimos, aliás. Ia lá pouco, é certo, e nunca me identifiquei por ali além, com a esmagadora maioria daquelas pessoas.
Passados vinte anos sobre a minha entrada naquela faculdade, dou por mim a recordar as pessoas que o facebook me traz à memória, a recusar uns quantos que ainda me diziam menos que nada e a aceitar outros tantos com os quais simpatizava mais.
Curiosamente, esta coisa de nos podermos escudar numa rede social, em que os outros só lêem o que queremos escrever e em que os outros (se calhar pela primeira vez) reparam em nós com olhos de reparar pela qualidade absurda de coisas que ali escrevemos, aproxima de facto as pessoas.
De repente, dou por mim a perceber que aquela pessoa também é de Direita, que aquela outra aprecia um bom vinho, que mais aquela adora Pedro Abrunhosa, tudo coisas, que em tantos anos de pseudo-convívio diário, nunca se proporcionou saber.
Claro que agora estamos todos vinte anos mais (alegadamente) maduros e isso também faz diferença mas, caramba, é mesmo possível que eu tenha convivido de perto com todas aquelas pessoas sem saber rigorosamente nada de importante acerca delas? É mesmo possível que eu tenha tido tantas oportunidades de conhecer tantas pessoas por dentro e não as tenhas reparado? É mesmo possível que tenhamos de ter criado uma rede virtual para perceber coisas que, pessoalmente, nunca teríamos dado fé?

Quanta tristeza e quanto fascínio há nisto?

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Sei que casei com a pessoa certa

quando chego a casa, morta de calor, estoiradinha de todo, e ele tem à minha espera uma caipirinha gelada, pouco alcoólica, docinha-docinha e com duas palhinhas (amarelas), tudo como eu gosto.
O detalhe das palhinhas amarelas é deveras importante, que isto de palhinhas de outra cor, não faz aquele contraste com o verde da lima e não me sabe tanto a Brasil.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Serei eu

a única pessoa que acha que é um bocadinho lasciva essa coisa de lamber a tampa da embalagem do iogurte?
E quando o iogurte é líquido e o povo insiste em afunilar a língua de forma a que ela consiga caber naquela rolhinha de plástico apertadinha...?
Ehpá, ocorrem-me coisas tão pouco próprias de uma senhora que nem vos digo nem vos conto...

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Coisas que não interessam nem ao Menino Jesus

Não saberia escolher a minha sopa preferida. Gosto de todas, quanto mais substanciais melhor.
De feijão encarnado à lavrador, de feijão frade com nabiças, de couve portuguesa, de cebola, de feijão verde, de agrião, canja de galinha e canja de pato.
Gosto mesmo de todas, à excepção do caldo verde.
Odeio caldo verde. Não percebo o conceito de couves armadas em pasta italiana a boiar num puré de batatum. Além do mais, o caldo verde está para a farfalhuda bigodaça portuguesa exactamente como a pasta carbonnara: Ver comer qualquer um dos dois por criaturos bigodeiros, é coisa para me agoniar durante uns bons tempos.

(e não, João Madail Veiga, isto não é para ti...)

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Sei que

jamais serei uma blogger a sério quando me dou conta que não faço puto de ideia do que é (ou do que foi) a tal da Gala do MET.
Quanto aos vestidos, já vos disse que a minha J. casa em Setembro?

terça-feira, 8 de maio de 2012

Serviço privado (que nem só de serviço público vive a minha boa vontade)

Ó Mário, a sério, tu já morreste.

Tás a ver a Amália nos últimos anos a cantar?
Ehpá, tu fazes pior figura, a sério.
Cala-te lá um bocadinho e vai brincar com os teus netos, vai.

E toma as gotas, de manhã e à noite.
Quando te esqueces, é isto.

Serei eu

a única pessoa que faz arroz doce sem gemas?

domingo, 6 de maio de 2012

Da incondicionalidade do Amor de Mãe

Há uns anos, a minha J. perguntou à minha filha qual era a minha profissão. E ela, prontamente, respondeu:
 - É Mãe.
E a J. insistiu, que sim senhora, mas o que é que eu fazia para ganhar a vida. E ela respondeu:
 - É Mãe.
Mal sabia ela, do alto dos seus então quatro ou cinco anos, que sim, é isso mesmo que nos faz ganhar a vida, ter assim no peito, um Amor deste tamanho, que vale tudo, aguenta tudo, pode tudo.
É um Amor que nos faz apreciar as cores do cocó, o cheiro a vomitado os arrotos e os puns. É um Amor que nos faz perceber que os bichos esborrachados na terra, os trezentos mil pedaços de conchinhas e as folhas mal-cheirosas são tesouros preciosos que temos que guardar. É um Amor que nos impede de deitar folhas de papel fora que contenham um miserável rabisco distraído. É um Amor que nos faz comprar mil coisas que não são precisas para eles e deixar de comprar outras que até eram mesmo precisas para nós. É um Amor que nos tolhe quando eles tossem, suspiram, fazem beiça, choram. É um Amor que nos torna irracionais e que nos dá vontade de ir lá partir a cara àquele miúdo estúpido que disse que ela era feia ou àquele outro miúdo imbecil que não a deixou andar de escorrega no parque.
É um Amor que nos faz ser verdadeiros animais: leoas na defesa, pandas na pachorrice, macacas na brincadeira e mulheres no aconchego.

Este foi um Amor que eu conheci pela minha Mãe. A minha Mãe que, enquanto Mãe, não tem defeitos. Tê-los-á, eventualmente, enquanto pessoa, de certeza que sim, mas não os tem enquanto Mãe. Se há coisa que ela faz bem na vida é Amar. E ama as suas crias, e as filhas das suas crias que são um pedacinho crias dela também, incondicionalmente, sem esperar nada em troca.
Ama gratuitamente, sem refilar, com o coração todo.

Ama como uma Mãe.

Este é um Amor impossível de descrever porque todas as coisas infinitas e incondicionais não cabem na miserabilidade das palavras. Este é um Amor maior que tudo, mesmo se sejamos (apenas) Mães de gatos, de cães ou de sobrinhos.

Este é, de sempre e para sempre, O Amor.

Para sempre

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Nem é nada o meu estilo

mas adoro isto.
Está (muito) bem feito, tem humor, acção e aventura em doses certas, tudo como se quer.

Anthimio de Azevedo.

E quem diria que de hoje a nove dias vão estar mais 14 graus que hoje?
Se querem saber, estas mudanças bruscas, dão-me um bocadinho de medo.